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Celso Amorim e novo embaixador cubano abordam crise humanitária

Celso Amorim e Victor Cairo em reunião oficial
"A soberania do Brasil é inegociável", afirmou Amorim durante a audiência.

Sanções dos EUA agravaram situação energética e de saúde; Brasil mantém envio de 21.000 toneladas de alimentos e remédios.

Nesta segunda-feira, dia 6, Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu em Brasília o novo embaixador cubano, Victor Cairo, para debater a grave crise humanitária e econômica que assola Cuba. A reunião ocorreu em meio ao agravamento da escassez de energia e combustíveis na ilha, resultado direto das severas sanções impostas pelos Estados Unidos, que afetam diretamente a dignidade e a sobrevivência de milhões de cubanos, e reforça o compromisso do Brasil em manter seu apoio humanitário ao país caribenho.

Amorim informou ao embaixador Cairo que o governo brasileiro acompanha a evolução da crise com preocupação e declarou que o Brasil continuará com o apoio humanitário à ilha. Em março, o Itamaraty já havia confirmado o envio de cerca de 21.000 toneladas de ajuda, composta por alimentos e medicamentos essenciais para a população.

CRISE EM CUBA SE AGRAVA

Cuba enfrenta um cenário alarmante de escassez de energia e de combustíveis, intensificado pela proibição de fornecimento de petróleo venezuelano imposta pelos Estados Unidos em janeiro de 2026. A medida fragiliza a infraestrutura do país e dificulta o acesso a serviços básicos.

Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia declarado publicamente: “Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba – zero! Sugiro fortemente que eles façam um acordo, antes que seja tarde demais”.

Posteriormente, Trump ameaçou taxar as nações que ousassem fornecer petróleo para Cuba. Em 29 de janeiro, o presidente estadunidense assinou um decreto, embora sem especificar quais novas tarifas seriam impostas, gerando incerteza e temor entre os parceiros comerciais.

Como consequência direta dessas pressões, em março, a rede elétrica da ilha entrou em colapso, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia, com apagões prolongados que impactam a vida diária. A falta de combustível gerou um colapso parcial do sistema de saúde e o cancelamento de voos internacionais por escassez de querosene de aviação. Além disso, a carência de diesel compromete o transporte marítimo, vital para a chegada de produtos básicos e o abastecimento da população.

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