DISPUTA NAS URNAS
Candidatos ao Senado no RN debatem propostas e trocam críticas em encontro
Encontro promovido pelo Grupo Dial Natal reuniu cinco postulantes ao cargo para discutir temas como saúde, educação e segurança pública.
Candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Norte apresentaram suas diretrizes de campanha e confrontaram visões sobre a gestão pública nesta terça-feira (01/09). O encontro, organizado pelo Grupo Dial Natal, serviu como um palco decisivo para que o eleitorado conhecesse as prioridades de Coronel Hélio (PL), Samanda de Lula (PT), Rafael Motta (PDT), Sandro Pimentel (PSOL) e Sonia Godeiro (PSOL).
O debate ocorreu na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN), com mediação do CEO do Grupo Dial Natal, Felinto Filho. O clima foi marcado por embates diretos sobre a condução de políticas nacionais e estaduais.
Propostas e divergências
Coronel Hélio (PL) posicionou-se como o único representante da direita no pleito, tecendo críticas severas à gestão da governadora Fátima Bezerra e ao PT. Em contrapartida, Samanda de Lula (PT) reafirmou sua aliança com o projeto da atual governadora, priorizando o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Rafael Motta (PDT) focou sua retórica na defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e na proteção aos trabalhadores, chegando a protagonizar um momento tenso ao confrontar Coronel Hélio sobre a gestão da pandemia de Covid-19.
No campo da esquerda e dos direitos sociais, Sonia Godeiro (PSOL) defendeu a ampliação da participação feminina na política e medidas de amparo a donas de casa. Durante o debate, a candidata questionou Rafael Motta sobre seu voto favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, o que levou o ex-deputado a realizar uma autocrítica sobre aquele período. Já Sandro Pimentel (PSOL) destacou seu histórico político e a intenção de levar ao Congresso Nacional pautas como a Lei Anticalote e o Estatuto de Proteção aos Animais.
Ausências e questionamentos
A ausência do senador Styvenson Valentim (Podemos), que busca a reeleição, foi pauta de críticas por parte de Sandro Pimentel, que classificou a falta como uma recusa ao diálogo democrático. O debate evidenciou a polarização que deve marcar o pleito deste ano no Rio Grande do Norte, com trocas de farpas sobre transparência no uso de emendas parlamentares e a trajetória política de cada postulante.
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