LOGÍSTICA EM ALERTA
Caminhoneiros pressionam Davi Alcolumbre pela votação da MP do Frete
Categoria ameaça paralisação nacional caso o Senado não delibere sobre a medida provisória até 16 de julho. Texto prevê piso salarial de R$ 5 mil.
Representantes de caminhoneiros intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), exigindo a votação da medida provisória (MP) nº 1.343. A decisão, que impacta diretamente a estabilidade financeira e a dignidade profissional de milhares de motoristas, precisa ser referendada pelo Congresso até o dia 16 de julho de 2026, data em que a norma perde a validade. O cenário foi consolidado neste domingo, 12/07/2026.
O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Litti Dahmer, deflagrou uma convocação nacional para que os trabalhadores cruzem os braços. A medida é uma tentativa urgente de forçar Davi Alcolumbre a incluir o tema na pauta legislativa. A mobilização reflete o desgaste da categoria, que mantém presença constante em Brasília há três semanas na expectativa de avanços para o setor.
A MP 1.343, editada originalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março de 2026, vai além do reajuste de valores. O texto institui o reforço na fiscalização do setor e a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas, medida essencial para garantir segurança econômica a quem garante o abastecimento do país.
Além da remuneração, a proposta altera a metodologia de cálculo dos pisos mínimos do frete, integrando custos operacionais como combustíveis e manutenção. O texto avançou na Câmara em 17 de junho de 2026, porém, traz em seu conteúdo um dispositivo controverso que prevê o perdão de multas aplicadas a caminhoneiros e transportadores envolvidos em bloqueios de rodovias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
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