PRESSÃO NO SENADO
Caminhoneiros iniciam paralisação em Santos para pressionar votação da MP do Frete
Categoria exige que o Senado Federal vote a proposta até quinta-feira, 16/07/2026, para evitar a perda de validade das regras que garantem o piso mínimo de remuneração.
Caminhoneiros iniciaram, nesta segunda-feira, 13/07/2026, uma paralisação em pontos de distribuição situados em Santos, no litoral de São Paulo, em um movimento articulado para pressionar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), pela votação imediata da chamada MP (Medida Provisória) do Frete. A decisão, comunicada por Wallace Landim, representante da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), reflete a urgência da categoria em garantir a estabilidade financeira e a proteção contra práticas de mercado que aviltam a dignidade do trabalho no transporte rodoviário de cargas.
O texto, aprovado previamente pela Câmara dos Deputados em 17/06/2026, estabelece um piso de custo mínimo para as operações, sendo vital para evitar que motoristas operem abaixo da sustentabilidade. O prazo final para a votação no Senado é quinta-feira, 16/07/2026. Caso o projeto não seja apreciado até esta data, a medida perderá a validade, gerando insegurança jurídica para milhares de famílias que dependem do setor.
A proposta define critérios para o pagamento de fretes, o cadastramento obrigatório de viagens e a emissão do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). O relator da matéria, deputado Zé Trovão (PL-SC), propôs ajustes nas penalidades, substituindo multas fixas desproporcionais por sanções calculadas sobre a diferença não paga ao motorista. Além disso, a pauta inclui demandas históricas dos caminhoneiros, como o combate à exploração econômica e a busca por melhores condições operacionais.
Enquanto a Polícia Militar de São Paulo monitora o ato pacífico em Santos, o presidente da Abrava orienta que os profissionais se mantenham atentos à agenda do Senado até terça-feira, 14/07/2026. A CNN Brasil aguarda um posicionamento oficial de Davi Alcolumbre, cujo gabinete ainda não confirmou a inclusão da matéria na pauta do Plenário.
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