IMPASSE NO LEGISLATIVO

Caminhoneiros ameaçam greve nacional diante da iminente perda de validade da MP do Frete no Senado

Caminhões parados em rodovia simbolizando a mobilização da categoria.
Caminhoneiros exigem votação de Medida Provisória para garantir piso mínimo do frete.

Categoria exige votação urgente da proposta que garante o piso mínimo; Medida Provisória expira em 16 de julho de 2026 caso o Senado não delibere.

A Medida Provisória (MP) do Frete, instrumento fundamental para a regulação do transporte rodoviário de cargas no país, enfrenta um impasse crítico que pode resultar em paralisações de caminhoneiros em todo o território nacional. A decisão de levar o texto à votação no Senado Federal é urgente, visto que a proposta perde sua eficácia jurídica em 16 de julho de 2026, caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional até essa data.

A mobilização da categoria é impulsionada pela necessidade de assegurar a fiscalização efetiva do piso mínimo, uma medida vital para a subsistência de milhares de condutores. Sem a chancela definitiva do Poder Legislativo, a garantia de que o transporte seja remunerado com valores condizentes com os custos operacionais — estabelecidos pela Agência Transportes Terrestres (ANTT) — corre o risco de desaparecer, ameaçando a dignidade de quem vive das estradas.

Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), reiterou em 10/07/2026 que a categoria está pronta para cruzar os braços caso a pauta não avance. O cenário de incerteza é agravado pelas divergências no Congresso Nacional: enquanto os condutores buscam segurança financeira, setores da indústria e do agronegócio alertam para riscos de elevação nos custos logísticos.

O texto, que já passou pela Câmara dos Deputados, traz mudanças sensíveis, incluindo a redução de multas para descumprimento de prazos e o perdão de penalidades anteriores. A indecisão sobre a votação impacta diretamente o planejamento de famílias que dependem do frete justo, elevando a tensão em um setor já marcado pela precariedade nas negociações.

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