TENSÃO NO TRANSPORTE

Caminhoneiros ameaçam greve diante do impasse no Senado sobre MP do Frete

Caminhões parados em estrada simbolizando a possível greve dos caminhoneiros.
Caminhoneiros pressionam por votação da Medida Provisória do Frete no Senado Federal.

Categoria exige votação da Medida Provisória que regula piso mínimo; texto trava no Senado e perde validade em 16 de julho de 2026.

O Senado postergou a deliberação da Medida Provisória do Frete, gerando uma onda de insegurança e ameaça de paralisação entre os caminhoneiros, nesta quinta-feira, 09/07/2026. A decisão de não incluir a matéria na pauta do Plenário, sob comando de Davi Alcolumbre, impacta diretamente a sobrevivência financeira de milhares de profissionais que dependem da garantia do piso mínimo de transporte para manter suas famílias e a viabilidade de seus veículos.

A urgência do cenário é ditada pelo cronograma legislativo, já que a Medida Provisória perde sua eficácia legal em 16 de julho de 2026. O texto, que já passou pela Câmara dos Deputados, visa endurecer a fiscalização contra pagamentos abaixo da tabela oficial estabelecida pela ANTT, uma demanda histórica da classe para combater a precarização do trabalho nas estradas do Brasil.

Wallace Landim, o Chorão, presidente da Abrava, alertou que a categoria pode deflagrar greve caso o Congresso Nacional não conclua a votação até o prazo limite. A pressão é exercida contra o governo e os parlamentares, sob o argumento de que a ausência de uma definição clara desprotege o trabalhador diante dos grandes contratantes.

O entrave legislativo, que se arrasta há três semanas, divide opiniões. Enquanto os motoristas buscam o cumprimento do piso, setores como o agronegócio e a indústria apontam que as novas regras elevam os custos logísticos. A discussão também envolve pontos polêmicos do texto original, como o perdão de multas aplicadas em 2022 e a flexibilização de punições para empresas reincidentes, medidas que sofreram críticas intensas durante a tramitação.

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