DÍVIDAS. NOME LIMPO.

Caixa renegocia R$ 820 milhões no Desenrola Brasil, anuncia Vieira

Pessoas interagindo com a interface do Desenrola Brasil em um computador, simbolizando a renegociação de dívidas com o apoio da Caixa Econômica Federal.
Imagem ilustrativa do programa Desenrola Brasil em ação na Caixa Econômica Federal.

Programa federal alcança milhões, oferecendo descontos de até 90% e uso do FGTS. Novas regras do Banco Central impactam lucros.

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A Caixa Econômica Federal já liberou a renegociação de R$ 820 milhões em dívidas por meio do novo programa Desenrola Brasil, um anúncio feito nesta sexta-feira, 15/05/2026, pelo presidente Carlos Vieira. Essa iniciativa, lançada pelo governo federal em 4 de maio, representa um novo fôlego para milhões de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. Ela oferece a chance de limpar o nome, reaver o acesso ao crédito e, fundamentalmente, restaurar a dignidade financeira e a capacidade de planejar um futuro mais estável.

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Esta etapa do Desenrola Brasil, que durará 90 dias, prevê condições excepcionalmente favoráveis: descontos que podem alcançar até 90%, juros significativamente reduzidos e a inovadora possibilidade de utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. O impacto nacional já é notável; o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou nesta semana que o programa estava próximo de atingir a marca de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas em todo o país.

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Durante uma coletiva para detalhar o balanço trimestral da Caixa, Vieira destacou que, apesar do sucesso inicial, ainda há um descompasso na utilização do FGTS para essas negociações bancárias. No entanto, a diretoria da Caixa garantiu que a funcionalidade para uso do fundo estará plenamente operacional a partir de 25 de maio, ampliando ainda mais as opções de alívio para os cidadãos.

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Segurança digital: O escudo da Caixa contra ataques

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Ao apresentar os resultados da instituição, Carlos Vieira também abordou os desafios na cibersegurança. A Caixa registrou um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões no ano passado, principalmente decorrente de fraudes e ataques cibernéticos ao aplicativo Caixa Tem. Em resposta, o banco reforça massivamente seus investimentos em tecnologia, com um aporte previsto de R$ 5,9 bilhões somente neste ano. “Estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, declarou Vieira, reiterando o compromisso inabalável com a proteção dos dados e recursos de seus clientes.

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Lucro sob pressão: O cenário financeiro da Caixa

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A Caixa Econômica Federal encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, uma redução de 34,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. Essa variação reflete o expressivo aumento das provisões para cobrir perdas com crédito, que mais que duplicaram, em conformidade com as novas e rigorosas regras regulatórias impostas pelo Banco Central (BC) para a gestão de riscos de inadimplência.

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Apesar da queda nos resultados líquidos, a Caixa demonstrou resiliência ao manter o crescimento de sua carteira de crédito. Este avanço foi liderado, sobretudo, pelo financiamento imobiliário, segmento no qual o banco solidifica sua posição de liderança no Brasil, com uma carteira total que atinge a impressionante marca de R$ 1,4 trilhão.

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O índice de inadimplência do banco fechou o trimestre em 3,71%. Embora a diretoria da Caixa se mostre tranquila em relação à inadimplência nas carteiras de crédito imobiliário e comercial, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, o setor do agronegócio é fonte de alguma apreensão. “Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, alertou Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa.

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Sartori complementou, buscando contextualizar a situação: “O cenário não é simples, mas já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento [da inadimplência].” Atualmente, o segmento do agronegócio representa 5% da carteira total de crédito da Caixa.

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*Com informações da Agência Brasil

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