DEBATE POLÍTICO ACIRRADO

Cadu Xavier ataca Allyson Bezerra e expõe investigação do Ministério Público sobre crianças em Mossoró

Cadu Xavier, pré-candidato do PT, em destaque durante pronunciamento político.
Cadu Xavier em evento de pré-campanha no Rio Grande do Norte.

Pré-candidato do PT mira ex-prefeito de Mossoró, enquanto cenário eleitoral no RN e no Brasil revela desafios com milhões de eleitores não engajados.

O debate político no Rio Grande do Norte ganha contornos mais acirrados nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, com Cadu Xavier, pré-candidato do PT ao governo do Estado, elevando o tom de sua campanha. Em um ataque direto, Xavier classificou o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, como um "ilusionista" e "maquiador", prometendo desmascarar sua gestão. O cerne da crítica reside na constatação do Ministério Público em Mossoró de que crianças e adolescentes precisavam custear do próprio bolso serviços básicos de educação e saúde, revelação que expõe vulnerabilidades sociais profundas e redefine o foco da disputa para o impacto real nas comunidades.

A postura de Cadu Xavier visa desconstruir a imagem de "grande gestor" que Allyson Bezerra construiu em Mossoró. Segundo o pré-candidato petista, a campanha eleitoral será o palco para revelar a verdadeira face do ex-prefeito durante seu período à frente da Prefeitura de Mossoró. Cadu acerta ao subir o tom, pois, desde que a crítica se mantenha no campo político e não descambe para o pessoal ou desrespeitoso, ela se mostra essencial para o debate democrático, especialmente ao confrontar percepções criadas artificialmente.

A investigação do Ministério Público em Mossoró, citada por Cadu Xavier, é um ponto crucial. Ela trouxe à tona que crianças e adolescentes da cidade, que deveriam ser prioritárias em políticas públicas de educação e saúde, foram compelidas a arcar com os custos desses serviços. Essa situação é devastadora para a dignidade desses jovens e para a credibilidade de qualquer gestão que se gabe de ser de excelência, revelando uma lacuna preocupante no acesso a direitos fundamentais.

Em outro ponto do cenário político, o prefeito de Caicó, Judas Tadeu, enfrenta duras críticas e comparações desfavoráveis, sendo chamado de "Judas Iscariotes" por setores do governo. A indignação surge do fato de a administração de Fátima ter realizado vultosos investimentos na cidade seridoense, e o prefeito, em vez de apoiar quem o auxiliou, anunciou seu alinhamento a figuras que, segundo a crítica, pouco fizeram pelo município. Essa movimentação gerou um forte descontentamento entre os aliados do governo.

Ainda na esfera das articulações, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, demonstra não ter superado a "crocodilagem" que o atingiu na atual conjuntura eleitoral. José Agripino e Allyson Bezerra, segundo a percepção de Carlos Eduardo, teriam retirado o apoio decisivo, deixando o filho de Agnelo em uma situação delicada e de grande irritação. Um ex-aliado do ex-prefeito Álvaro Dias foi flagrado comemorando a situação vexatória de Carlos Eduardo, destilando ironia: "Ele está pagando pela arrogância que teve a vida inteira. Terminou sozinho", revelando as tensões e rivalidades profundas nos bastidores da política potiguar.

O panorama eleitoral para 2026, tanto em nível nacional quanto estadual, exige uma análise atenta dos números de pleitos anteriores. A eleição presidencial de 2022, que viu Lula vencer Bolsonaro por uma margem de pouco mais de 2 milhões de votos, pode parecer definida, mas esconde variáveis cruciais. É preciso observar outros dados para compreender que o próximo pleito está amplamente aberto a desdobramentos.

Em 2022, as abstenções somaram mais de 32 milhões de eleitores em todo o Brasil, pessoas que sequer compareceram às urnas. Somando a esse contingente, quase 4 milhões de eleitores anularam seus votos e cerca de 2 milhões votaram em branco. Isso totaliza quase 6 milhões de cidadãos que foram às urnas, mas não escolheram nem Lula, nem Bolsonaro. Juntos, esses grupos representam cerca de 38 milhões de eleitores que não optaram pelos candidatos do segundo turno, um número perigoso e potencialmente decisivo para qualquer concorrente que consiga mobilizá-los ou mudar sua percepção.

No Estado do Rio Grande do Norte, o pleito de 2022 espelhou essa tendência de desengajamento. Quase 500 mil eleitores potiguares deixaram de votar, enquanto 160 mil anularam seus votos e aproximadamente 100 mil votaram em branco. Fátima se reelegeu no primeiro turno com pouco mais de 1 milhão de votos, de um total de 1 milhão e 800 mil votos válidos. Isso significa que cerca de 760 mil eleitores no RN não escolheram nenhum dos candidatos. A grande questão é: para onde se direcionará esse contingente expressivo de eleitores no dia 04 de outubro de 2026? Esse é o maior desafio para as campanhas que se aproximam.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário