INDICADORES ECONÔMICOS CRÍTICOS
Brasil registra a 2ª maior alta da dívida pública entre membros do G20
Projeções apontam que o endividamento saltará de 83,9% para 96,5% do PIB até o fim deste ano. Cenário coloca o País atrás apenas da China no bloco.
A dívida pública bruta brasileira atingirá a 2ª maior elevação entre os países que compõem o G20 ao final do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 10/07/2026. A projeção, baseada em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), revela um desafio estrutural que impacta diretamente a capacidade de investimento do País e a percepção de risco pelos investidores.
O indicador deve saltar de 83,9% para 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até dezembro de 2026, consolidando um aumento de 12,6 pontos percentuais. Embora o cenário econômico brasileiro mostre desempenho superior ao da China, que lidera o crescimento da dívida, o País apresenta um ritmo de endividamento mais acelerado que o de outras economias emergentes, como México, África do Sul e Argentina.
O levantamento técnico foi conduzido pelo Farol da Oposição, vinculado ao Instituto Teotônio Vilela, centro de estudos do PSDB. A análise histórica comparativa indica que o atual nível de comprometimento das contas públicas é o mais crítico desde o período de recessão enfrentado entre 2015 e 2016, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Naquela ocasião, a dívida bruta saltou de 61,6% para 77,4% do PIB.
A preocupação se estende para o médio prazo, visto que o FMI projeta que o endividamento possa alcançar 105,5% do PIB nos próximos quatro anos. É fundamental destacar, contudo, que os cálculos do FMI diferem das metodologias aplicadas pelo Tesouro Nacional e pelo BC (Banco Central). Enquanto o organismo internacional considera todos os passivos do governo geral, o padrão nacional projeta uma alta de 11,9 pontos percentuais entre 2022 e 2026, conforme consta no PLDO 2027.
No âmbito da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), a trajetória de crescimento da dívida brasileira situa-se abaixo apenas da observada na Finlândia e na Polônia. A complexidade do cenário reforça a necessidade de ajustes na política fiscal para garantir a estabilidade das contas públicas e a sustentabilidade econômica a longo prazo.
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