AJUDA HUMANITÁRIA
Brasil envia segundo voo com hospital de campanha para a Venezuela
FAB leva hospital de campanha da Marinha, purificadores de água e medicamentos para auxiliar vítimas de terremoto que abalou o país na última quarta-feira (24).
A Força Aérea Brasileira (FAB) enviou nesta sábado, 27, um segundo voo com ajuda humanitária à Venezuela. A aeronave, um KC 390 Millennium, transporta um hospital de campanha da Marinha e equipes médicas para prestar apoio às vítimas do terremoto que atingiu o país na última quarta-feira (24). A missão visa amenizar o sofrimento e auxiliar na recuperação das milhares de pessoas afetadas pelo desastre, reforçando o compromisso com a dignidade humana em momentos de crise.
A decolagem da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, ocorreu às 11h. Além da estrutura hospitalar e de profissionais de saúde, o carregamento incluiu 100 purificadores de água, medicamentos essenciais e materiais para realização de cirurgias, suprimentos cruciais para a sobrevivência e o tratamento dos feridos.
O primeiro voo da FAB partiu na sexta-feira (26), levando equipes de resgate e equipamentos para Maracay, cidade mais atingida pelo tremor. A carga continha 36 bombeiros, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e quatro da Anatel, além de doze toneladas de materiais de socorro.
A resposta rápida a desastres é vital, especialmente nas primeiras 48 a 72 horas após um evento sísmico, consideradas a “janela de ouro” para o resgate de soterrados. Após esse período, a falta de água potável e suprimentos diminui drasticamente as chances de sobrevivência.
A iniciativa brasileira foi comunicada pelo Presidente Lula à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na última quinta-feira (25), após o desastre ter deixado um rastro de destruição.
O terremoto, que ocorreu na noite de quarta-feira (24), registrou magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, sendo dois dos maiores abalos sísmicos da história moderna da América Latina. A tragédia afetou a costa norte do país, a cerca de 160 km de Caracas, durante um feriado venezuelano.
Os números oficiais indicam que o desastre causou a morte de 920 pessoas e deixou 3.360 feridos, conforme divulgado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. O estado de La Guaira foi o mais devastado, com dezenas de edifícios desmoronados, sendo declarado zona de desastre.
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