PARCERIA ESTRATÉGICA
Brasil e EUA alinham cooperação contra narcotráfico em encontro no Peru
Ministros da Defesa do Brasil e Estados Unidos trataram de combate conjunto ao crime organizado. Conversas ocorrem em meio a tensões diplomáticas após declarações sobre uso de força militar.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o subsecretário de Defesa para Política dos Estados Unidos, Elbridge Colby, reuniram-se nesta quarta-feira, 09/07/2026, em Cusco, no Peru. O encontro ocorreu durante a Conferência de Ministros da Defesa das Américas e atende a um pedido do governo americano. Os Estados Unidos buscam parceiros no continente para intensificar o combate ao narcotráfico e identificaram o Brasil como um parceiro de grande potencial. José Múcio reiterou o interesse brasileiro na colaboração mútua, sinalizando a importância estratégica dessa união para a segurança regional.
A cooperação bilateral ganha destaque em um cenário de preocupações com a segurança na América Latina. Diplomatas brasileiros apontam a necessidade de o governo avaliar todos os cenários possíveis, incluindo ações recentes de combate ao narcotráfico em regiões como o Mar do Caribe e outros países latino-americanos. Essa cautela reflete a complexidade do desafio e a disposição do Brasil em se posicionar ativamente contra organizações criminosas transnacionais.
Paralelamente, em Brasília, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou a convocação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O ministro deverá prestar esclarecimentos sobre declarações relacionadas ao risco de uso de força militar pelos Estados Unidos contra o Brasil, após a classificação de facções como organizações terroristas. Um porta-voz do Departamento de Estado americano classificou as alegações como improcedentes, afirmando que as ações dos EUA visam o combate ao narcoterrorismo.
Questionado sobre a possibilidade de intervenção militar estrangeira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendeu enfaticamente a soberania nacional. "O Brasil é um Estado soberano, e a soberania se exerce com firmeza e serenidade. E nós temos certeza de que isto há de prevalecer, quer aqui na região, quer no concerto global das nações", declarou Fachin, reafirmando o compromisso com a integridade territorial e a autodeterminação do país.
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