AVANÇO HISTÓRICO

Brasil atinge maior índice de desenvolvimento humano histórico, segundo a ONU

Gráfico do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil.
O Brasil atingiu um marco histórico em seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

O país subiu para 0,805 no IDHM, entrando no grupo de "muito alto desenvolvimento humano". Educação impulsiona resultado, mas desigualdades persistem.

O Brasil alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de sua história, atingindo a marca de 0,805 e ingressando no grupo de países com "muito alto desenvolvimento humano". A divulgação, realizada nesta quarta-feira, 27/05/2026, representa um marco significativo na trajetória do país e consolida a recuperação após os impactos da pandemia de Covid-19 nos indicadores sociais, que haviam gerado quedas consecutivas em 2020 e 2021.

Os dados recentes, que apontam 0,788 em 2022 e 0,798 em 2023, revelam um avanço consistente. A dimensão 'Educação' foi o principal motor desse crescimento, com uma taxa média de evolução anual de 1,35%, demonstrando a força da expansão do acesso ao conhecimento e à qualificação.

Este levantamento é resultado da parceria entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação João Pinheiro (FJP). O IDHM avalia o progresso humano em três dimensões: longevidade, educação e renda.

Apesar do recorde no índice geral, o relatório do PNUD alerta para a persistência de desigualdades raciais, de gênero e regionais. Quando o IDHM nacional é calculado com o ajuste à desigualdade, o valor brasileiro cai de 0,805 para 0,641, uma perda de 20,4%. Essa redução reposiciona a média do país na faixa de "médio desenvolvimento humano", evidenciando que uma parcela significativa da população vive uma realidade inferior à média geral.

IDHM Renda por raça/cor e por sexo, para o Brasil • PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

A diferença no IDHM entre brancos e negros, embora tenha diminuído de 14% em 2012 para 9% em 2024, ainda é acentuada. O IDHM da população branca alcançou 0,851 ("muito alto"), enquanto o da população negra ficou em 0,774 ("alto"). Na dimensão de gênero, a disparidade se manifesta principalmente na renda do trabalho, com o índice ajustado dos homens (0,802) superior ao das mulheres (0,798).

IDHMAD e IDHMAD Longevidade, Educação e Renda, para o Brasil • PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

No cenário estadual, todas as 27 Unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, estão agora classificadas, no mínimo, no patamar de "alto desenvolvimento humano", superando os efeitos da pandemia. O Distrito Federal lidera o ranking com IDHM de 0,866, seguido por São Paulo (0,838). Os estados do Maranhão (0,745) e Alagoas (0,746) apresentam os menores índices do país.

IDHM das Unidades Federativas, por faixa de desenvolvimento humano • PNDU (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)

Claudio Providas, chefe do PNUD no Brasil, atribui a conquista a décadas de investimento público em políticas que prolongaram a vida, ampliaram o acesso à educação e geraram renda. Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, enfatiza que os próximos passos exigem o enfrentamento dos desequilíbrios de renda, gênero e raça, com foco em políticas de inclusão para as populações negra e feminina.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário