RESULTADOS IMPRESSIONAM
Bradesco lucra R$ 6,8 bilhões no 1º tri e supera expectativas
O Bradesco divulgou nesta quarta-feira, 06/05/2026, seu balanço financeiro do primeiro trimestre, anunciando um lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões. Este resultado representa um aumento robusto de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% sobre o trimestre anterior. O desempenho revela uma notável resiliência da instituição em um "cenário macro desafiador", conforme destacou o presidente-executivo Marcelo Noronha, refletindo diretamente na confiança dos investidores e na percepção de solidez do setor bancário nacional.
O Bradesco divulgou nesta quarta-feira, 06/05/2026, seu balanço financeiro do primeiro trimestre, anunciando um lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões. Este resultado representa um aumento robusto de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano passado e de 4,5% sobre o trimestre anterior. O desempenho revela uma notável resiliência da instituição em um "cenário macro desafiador", conforme destacou o presidente-executivo Marcelo Noronha, refletindo diretamente na confiança dos investidores e na percepção de solidez do setor bancário nacional.
A instituição financeira registrou um crescimento de 8,3% na margem financeira líquida, alcançando quase R$ 10,4 bilhões na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) médio ficou em 15,8%, superando os 14,4% observados um ano antes.
Analistas do mercado, compilados pela LSEG, antecipavam um lucro de R$ 6,7 bilhões e um ROE de 15,6%, o que significa que o Bradesco superou as expectativas do mercado.
Marcelo Noronha, presidente-executivo do Bradesco, salientou em comunicado à imprensa: "Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos. Seguiremos em frente, 'step by step'." Ele acrescentou que o avanço ocorreu com cautela, demonstrando a adaptabilidade do banco frente às turbulências globais e nacionais.
"O cenário macro piorou, vimos guerra, e ainda assim gerimos bem os riscos, preservamos a qualidade dos nossos ativos, reforçamos o nosso balanço, aproveitamos as oportunidades que apareceram e aumentamos a nossa rentabilidade", explicou Noronha, conectando a performance financeira à habilidade do banco de proteger seus investimentos e clientes em tempos incertos.
A carteira de Crédito do Bradesco encerrou março em R$ 1,1 trilhão, apresentando um crescimento de 8,4% na comparação anual. Esse avanço foi impulsionado pela expansão de 9,5% no portfólio de pessoas físicas e de 7,6% nas pessoas jurídicas. Dentro do segmento empresarial, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) se destacaram com um aumento de 14,4%, enquanto as grandes companhias cresceram 3,3%.
Na base trimestral, a carteira expandida permaneceu quase estável (+0,1%), com alta de 1,6% em pessoa física e leve recuo de 1,1% em pessoa jurídica, influenciado por uma queda de 2,3% nas MPMEs e de 0,2% nas grandes empresas.
O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 4,2%, um ligeiro aumento em relação aos 4,1% registrados um ano antes e no quarto trimestre de 2025. Segundo o Bradesco, esse resultado foi impactado por operações de capital de giro com garantias, que possuem uma dinâmica específica de recuperação e influenciaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual, refletindo os desafios enfrentados por esse segmento.
Neste cenário de desafios para as famílias e empresas, o governo lançou, no começo da semana, o Novo Desenrola, um programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. A iniciativa busca aliviar o alto nível de endividamento da população, um contexto que permeia os desafios do setor financeiro.
O custo do crédito, representado pela despesa de provisões (PDD) expandida, aumentou 26,5% na comparação anual e 9,5% no trimestre, totalizando quase R$ 9,7 bilhões. O banco afirmou que esse movimento refletiu casos pontuais no segmento de atacado e um maior custo de crédito no varejo, indicando uma postura de maior cautela na concessão.
No segmento de atacado, a PDD expandida somou R$ 800 milhões, um aumento significativo em relação aos R$ 300 milhões do trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes.
Para o varejo, a PDD expandida foi de R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 8,5 bilhões no quarto trimestre de 2025 e R$ 7,4 bilhões um ano antes. Esse impacto decorreu de "operações com programas emergenciais, dada sua dinâmica de provisionamento versus prazo de recebimento, crédito rural de safras mais antigas, redução das operações em estágio 3 e da carteira reestruturada", conforme o banco, o que demonstra a complexidade da gestão de risco em empréstimos para o público geral.
Na movimentação da carteira por estágios, o montante no estágio 1 somava R$ 715,7 bilhões, enquanto no estágio 2 totalizava R$ 40,0 bilhões e, no estágio 3, R$ 57,4 bilhões. No quarto trimestre, esses valores eram de R$ 712,4 bilhões, R$ 37,2 bilhões e R$ 59,4 bilhões, respectivamente.
Apesar das flutuações, o Bradesco manteve sua previsão de crescimento da carteira de crédito expandida para 2026 entre 8,5% e 10,5%, sinalizando confiança em sua estratégia para o futuro.
As receitas totais do banco atingiram R$ 36,9 bilhões, um aumento de 14% na comparação com o mesmo trimestre de 2025. As receitas com prestação de serviços também cresceram 6,2%, alcançando R$ 10,4 bilhões.
As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% na comparação anual. O índice de eficiência ficou em 49,2%, ante 51,8% um ano antes, indicando uma melhoria na gestão de custos.
O segmento de Seguros demonstrou solidez, com lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual, e um ROAE de 21,6%, reafirmando a importância dessa área para os resultados gerais do grupo.
Em uma movimentação estratégica, o banco e a Bradesco Seguros concretizaram em fevereiro a criação da Bradsaúde, um conglomerado formado a partir da consolidação das operações da Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações. Essa união visa potencializar o desempenho no setor de saúde suplementar.
"Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a organização. Seu potencial em saúde é grande, e há também benefícios para o grupo", acrescentou Noronha, destacando o impacto positivo esperado para os clientes e para a rentabilidade da empresa.
O Bradesco encerrou o primeiro trimestre com um índice de Basileia de 17,4% e de capital principal de 12,7%, demonstrando robustez e conformidade com as exigências regulatórias. Os ativos totais somavam quase R$ 2,48 trilhões.
Ao fim de março, o banco contava com 1.938 agências, além de 706 unidades de negócios e 1.723 postos de atendimento. Essa estrutura física passou por ajustes em comparação a dezembro, quando havia 2.009 agências, 724 unidades de negócios e 1.872 postos de atendimento, refletindo otimizações na rede de atendimento.
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