DENÚNCIA POLÍTICA
Boulos acusa Flávio Bolsonaro de lavar dinheiro com loja Kopenhagen
Ministro Guilherme Boulos (Psol-SP) insinua que franquia de chocolates do senador (PL-RJ) foi usada para lavar 'dinheiro vivo'.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), reacendeu nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, graves suspeitas sobre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao afirmar que a antiga loja de chocolates do senador, uma franquia da Kopenhagen, teria sido utilizada para lavagem de dinheiro em espécie. A declaração, feita em um novo vídeo de sua série "Café com Boulos", questiona a probidade do parlamentar, levantando sérias dúvidas sobre a transparência financeira de figuras públicas em um cenário político já polarizado.
Em seu pronunciamento, o ministro enfatizou que depósitos em dinheiro relacionados à franquia da Kopenhagen, aberta em 2015 pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Barra da Tijuca, geram um alerta. “Isso levou à suspeita mais do que óbvia de que esse dinheiro não vinha da loja de chocolate. E foi isso que ele fez na Kopenhagen da Barra da Tijuca”, declarou Boulos, apontando para um suposto esquema.
Assista ao vídeo divulgado:
📷#vídeo Boulos volta a insinuar ligação de Flávio com lavagem de dinheiro
— Poder360 (@Poder360) May 6, 2026
publicidade💰O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) (Psol-SP), voltou a insinuar que o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) (PL-RJ),… pic.twitter.com/KIVYS1WKgb
Entre março de 2015 e dezembro de 2018, a franquia de Flávio Bolsonaro teria recebido um total de 1.512 depósitos em dinheiro. Desses, 63 foram de R$ 1.500, 63 de R$ 2.000 e 74 de R$ 3.000, somando valores que chegavam a R$ 33.000. Naquele período, depósitos acima de R$ 10.000 exigiam notificação às autoridades de controle financeiro. A fragmentação das transações teria evitado o conhecimento das autoridades, pois apenas um depósito ultrapassou R$ 10.000 nos meses analisados.
Investigações indicaram que o senador realizava retiradas como sócio nos mesmos dias em que o estabelecimento recebia tais montantes. O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) ressaltou a coincidência das datas dos depósitos com o período em que o ex-assessor Fabrício Queiroz, segundo acusações, gerenciava um esquema irregular de "rachadinhas".
A loja, de propriedade de Flávio Bolsonaro e seu sócio Alexandre Santini, foi entregue em fevereiro de 2021.
Essa não é a primeira vez que Guilherme Boulos levanta suspeitas sobre o senador. Em abril, o ministro já havia divulgado outro vídeo associando Flávio a um suposto esquema de lavagem de dinheiro, questionando, também sem provas formais, a aquisição de 51 imóveis em dinheiro em espécie pela família Bolsonaro.
“Operação com dinheiro vivo é constantemente associada à lavagem de dinheiro, a dinheiro ilícito. Se o cara vai roubar ou fazer um esquema, ele normalmente não vai fazer na conta bancária. Quando alguém compra um imóvel em dinheiro vivo, a tendência disso ser um dinheiro sujo e que a compra do imóvel é a lavagem do dinheiro é meio óbvia”, concluiu Boulos, reforçando suas acusações.
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