INOVAÇÃO NO MERCADO
Blockchain.Rio debate caminhos para a regulação e o avanço das stablecoins
Evento discute a integração de ativos digitais ao sistema financeiro tradicional enquanto a CVM trabalha na construção de um marco regulatório seguro.
O Rio de Janeiro sedia o Blockchain.Rio, um dos principais eventos da América Latina voltado a ativos digitais, tokenização e o futuro do sistema financeiro. O encontro, que reúne reguladores, bancos, empresas de tecnologia e investidores, tem como foco central a análise de como tecnologias disruptivas estão remodelando os mercados e os meios de pagamento globais.
Entre os tópicos debatidos, a regulação dos ativos digitais e o papel das stablecoins destacam-se como prioridades. O principal desafio discutido no evento é a superação da fase de testes dessas tecnologias, visando a conquista de escala real no mercado financeiro. Grandes instituições bancárias já acompanham de perto essa transição e avaliam oportunidades estratégicas.
O potencial da tokenização
A tokenização, que viabiliza a representação digital de ativos do mercado tradicional, consolida-se como uma das frentes de inovação mais promissoras. A tecnologia permite a movimentação digital de garantias e colaterais, conferindo maior agilidade às operações. Especialistas apontam que, futuramente, a aplicação poderá ser estendida para bens duráveis, como imóveis e veículos, transformando o crédito e o investimento.
Stablecoins e o cenário internacional
As stablecoins atuam como peças-chave na infraestrutura tokenizada. No Brasil, o sucesso do Pix torna o mercado doméstico um caso particular: enquanto o sistema brasileiro domina os pagamentos locais, o uso de stablecoins ganha tração em transações internacionais e no mercado de câmbio. Já nos Estados Unidos, a ausência de um equivalente ao Pix impulsiona a busca por alternativas, como os depósitos tokenizados.
Segurança jurídica e atuação da CVM
A expansão dessas inovações depende diretamente de um ambiente regulatório previsível. Em julho, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) estabeleceu um grupo de trabalho focado na tokenização de valores mobiliários. O objetivo é analisar experiências locais e internacionais para aprimorar as regras vigentes. A expectativa é que a primeira entrega do grupo, contendo uma proposta de regime regulatório, seja apresentada em setembro.
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