FIM DA REJEIÇÃO

Bióloga adota filhote de canguru rejeitada pela mãe em SP

Filhote de canguru Eevee em uma bolsa simulando o marsúpio.
O abandono foi identificado por causa do monitoramento 24h do complexo de conservação ambiental, o que garantiu a sobrevivência do filhote.

Filhote de canguru fêmea, abandonada pela mãe logo após o nascimento no Animalia Park, na Grande São Paulo, encontra acolhimento e cuidados especiais com a bióloga Thais Gomes Amaral.

A filhote de canguru Eevee, que nasceu no complexo de conservação ambiental Animalia Park, na Grande São Paulo, foi abandonada pela mãe poucos dias após o nascimento. Na natureza, a rejeição poderia significar a morte do animal, que ainda não possui autonomia para sobreviver sozinho. Graças ao monitoramento 24 horas do local, a equipe identificou a situação e realizou o resgate, garantindo a sobrevivência da pequena.

Quando foi resgatada, Eevee não tinha pelos suficientes para regular a temperatura corporal. Após procedimentos veterinários, foi encaminhada ao departamento de filhotes, coordenado pela bióloga Thais Gomes Amaral, que se tornou sua nova mãe.

Para simular o marsúpio e proporcionar segurança, Eevee passa grande parte do dia em uma bolsa especialmente preparada. A pequena tira cochilos e acompanha os movimentos de sua cuidadora, que adaptou todos os detalhes para suas necessidades. A rotina inclui mamadeiras preparadas na temperatura exata, alimentação durante a madrugada, monitoramento constante de crescimento, estímulo para funções fisiológicas, banhos de sol e acompanhamento clínico rigoroso.

A criação de um filhote rejeitado exige dedicação integral. Thais Amaral tem sido a principal cuidadora. Ela revela que os maiores desafios são a transição alimentar, pois Eevee ainda prefere mamadeira a alimentos sólidos, e a dependência emocional da filhote. "Ela precisa estar 24 horas me visualizando, ela é muito dependente. Mas a ideia é que isso vá melhorando com o tempo", afirma.

O objetivo é que, a partir do nono mês de vida, Eevee possa conviver com outros cangurus sem a presença da tutora. O filhote já realiza visitas controladas ao recinto onde vivem outros animais da espécie, visando o desenvolvimento da imunidade, reconhecimento do ambiente e futura integração ao grupo.

Segundo a equipe, Eevee já apresenta sinais de independência: explora o ambiente por alguns minutos, vocaliza quando sente fome e sua curva de crescimento é considerada excelente, o que demonstra o sucesso do acolhimento e dos cuidados recebidos.

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