ESCÂNDALO FINANCEIRO
Banco Master: Daniel Vorcaro pediu avião para transportar garotas de programa
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro solicitou um avião para o transporte de garotas de programa em abril de 2024, durante investigações do Banco Master.
Nesta terça-feira, 16/06/2026, o portal Metrópoles divulgou que mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro solicitou a um de seus operadores um avião para transportar garotas de programa. A conversa ocorreu em abril de 2024, no contexto das investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. A solicitação, considerada chocante pela sua natureza e pelo contexto, levanta sérias questões sobre a ética e o uso de recursos privados para fins questionáveis, impactando a dignidade das pessoas envolvidas e a confiança pública nas instituições financeiras.
Em mensagem enviada a Leo Serrano Giunchetti, identificado como auxiliar do banqueiro, Vorcaro afirmou: “preciso de um avião para as kengas”. A indicação, segundo as investigações, era de que o transporte seria destinado a garotas de programa. Essa prática, além de moralmente reprovável, pode configurar exploração e violação de direitos humanos, demandando rigorosa apuração.

Minutos antes da mensagem, Vorcaro havia recebido um comunicado sobre um voo envolvendo políticos. As apurações apontam que eventos com a presença de autoridades contavam com garotas de programa como forma de aproximação do banqueiro com políticos e magistrados. Tal conduta, se comprovada, configura grave atentado à moralidade pública e ao exercício da justiça, comprometendo a integridade do sistema.
Em fevereiro deste ano, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União solicitou a abertura de investigação para apurar a participação de autoridades em festas promovidas por Vorcaro no distrito de Trancoso, no sul da Bahia. A investigação busca esclarecer possíveis conexões ilícitas e o uso de recursos em eventos que poderiam comprometer a isenção de agentes públicos.
Entre os elementos reunidos pela Polícia Federal, há mensagens da proprietária de uma casa alugada pelo banqueiro em Trancoso. Nas conversas, ela relata a presença de prostitutas e um número de convidados superior ao acordado no contrato de locação do imóvel. Essas evidências reforçam as suspeitas e detalham o cenário de eventos que merecem escrutínio legal e ético.
O material integra o conjunto de provas analisadas no inquérito que apura o caso, buscando a completa elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas. A decisão sobre o prosseguimento do caso e eventuais recursos ainda dependerá do avanço das investigações e das análises jurídicas.
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