AGRO SUSTENTÁVEL

Banco do Brasil aposta em carteira de agro mais sustentável e atrai R$ 1,5 bilhão

José Ricardo Sasseron em um evento de finanças sustentáveis.
José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, em evento do setor.

Em meio a alta da inadimplência, José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial, reafirma o compromisso do BB com financiamentos para projetos de baixo carbono e sociobioeconomia na Amazônia Legal.

O Banco do Brasil reforçou seu compromisso com o financiamento do agronegócio, mesmo diante do cenário de alta inadimplência no setor. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 25/05/2026, José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Governo e Sustentabilidade Empresarial do BB, explicou que a carteira de crédito da instituição prioriza projetos voltados à sustentabilidade, uma demanda crescente no mercado e essencial para a dignidade do planeta. Durante o evento Eco Invest Brasil, Sasseron enfatizou a relevância dos investimentos em sociobioeconomia. "Na nossa carteira do agro, grande parte é para a produção sustentável e de baixo carbono. Nós incentivamos que o setor seja cada vez mais sustentável, como na segunda parte do leilão, onde os recursos foram destinados para projetos de reflorestamento. Além de apoiar o agro, queremos um campo mais sustentável", declarou à CNN Brasil. O Banco do Brasil se destacou como o principal captador de recursos no quarto leilão do Programa Eco Invest Brasil. A instituição assegurou R$ 1,5 bilhão destinados a projetos de sociobioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura na Amazônia Legal. Essa operação gerou um efeito alavancagem superior a quatro vezes o valor captado, viabilizando R$ 6,4 bilhões em investimentos na região e consolidando o BB como líder na mobilização de capital para a transição sustentável e o desenvolvimento regional. "Nós participamos com R$ 1,5 bilhão e meio de capital catalítico, isso representa quase 0,5% de tudo o que foi leiloado. Vamos investir esse recurso em bioeconomia. Com esse leilão poderemos investir mais R$ 6,4 bilhões em uma operação que alavanca as captações", detalhou Sasseron. Em sua segunda etapa, focada na recuperação de áreas degradadas, o banco captou R$ 4,2 bilhões e estruturou uma oferta total de R$ 6,8 bilhões. Já na terceira fase, foram arrecadados R$ 1 bilhão, com potencial de investimento de até R$ 3 bilhões em participações em empresas voltadas aos setores de transição energética, economia circular e infraestrutura. Sasseron ressaltou que o desempenho do Banco do Brasil evidencia sua capacidade em estruturar soluções financeiras eficazes para a economia de baixo carbono. "O resultado obtido pelo Banco do Brasil no quarto leilão do Eco Invest reafirma nossa capacidade de estruturar soluções financeiras robustas para apoiar a transição sustentável do país", afirmou. "Ao direcionar recursos a projetos com potencial transformador na Amazônia Legal, o Banco reforça seu papel como indutor do desenvolvimento regional, da inovação e da economia de baixo carbono", concluiu. Antes mesmo da liberação integral dos recursos, o Banco do Brasil já trabalha na formatação de operações alinhadas às diretrizes do Tesouro Nacional para atrair capital privado e expandir os investimentos sustentáveis. O banco possui um histórico de participação nas três etapas anteriores do Programa Eco Invest. Na primeira fase, voltada a transição energética, economia circular e infraestrutura verde, a instituição captou R$ 800 milhões, possibilitando R$ 4,8 bilhões em investimentos, com recursos já contratados por 31 empresas.

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