RISCO À SAÚDE
Atendimentos de asma em SP dobram: alerta urgente.
Mais de 11 mil procedimentos por suspeita da doença foram registrados em fevereiro de 2026, com picos em 2025 superando 18 mil casos. Secretarias de Saúde alertam para o crescimento expressivo.
Um cenário alarmante emerge no estado de SP nesta terça-feira, 05 de maio de 2026, Dia Mundial da Asma: os atendimentos por suspeita da doença mais que dobraram nos últimos dois anos. Os dados, que acendem um alerta crucial para a saúde pública, revelam um crescimento de 101% em fevereiro de 2026 em comparação com 2024, evidenciando o impacto silencioso, mas crescente, da asma na vida de milhares de paulistas e a urgência de conscientização e tratamento adequado.
A disparada dos números é expressiva. Somente em fevereiro de 2026, foram registrados mais de 11 mil procedimentos de saúde relacionados à suspeita de asma em todo o estado. Este volume representa uma alta de 24,8% em relação a fevereiro de 2025. Contudo, a comparação com fevereiro de 2024 mostra um salto ainda maior, com um aumento impressionante de 101% nos atendimentos, superando o dobro em apenas dois anos.
Essa curva de elevação não é um evento isolado. Ao longo de 2025, os atendimentos já se mantinham em patamares elevados, com picos notáveis, como o de agosto daquele ano, que ultrapassou a marca de 18 mil registros — o maior volume de toda a série histórica até então.
Na capital paulista, embora os dados apresentem algumas oscilações, a preocupação persiste. Em março de 2026, foram contabilizados 8.104 atendimentos por suspeita de asma, registrando uma queda de 4,3% em comparação com março de 2025. Ainda assim, o número permanece superior ao registrado em março de 2024, quando houve 7.351 casos — uma alta de 10,2%.
Segundo especialistas, um dos maiores perigos reside justamente na banalização dos sintomas. A asma é uma doença inflamatória crônica que afeta os brônquios, dutos essenciais para transportar o ar até os pulmões. Suas manifestações podem incluir chiado no peito, tosse persistente, sensação de falta de ar e dificuldade para dormir, impactando significativamente a qualidade de vida de pacientes de todas as idades.
“Se você tem um filho que, quando corre, quando ri, começa a tossir incessantemente, que, no meio da madrugada, acorda com tosse, chiado no peito, falta de ar, a criança, o adolescente, o adulto, deve procurar a unidade básica de saúde”, orienta a alergista Patricia Tarifa Loureiro. Ela complementa que, após o diagnóstico, “a depender da gravidade, da intensidade da asma, esses pacientes são referenciados para o centro de especialidade onde vão receber o atendimento adequado, individualizado”.
Na prática diária, os sintomas da asma podem ser facilmente confundidos com outros problemas respiratórios mais simples, atrasando o diagnóstico e tratamento corretos. A agente comunitária Thaís Gomes de Moraes compartilha a vivência com a própria filha: “Eu trouxe achando que era um resfriadinho, aí a médica me explicou que é a asma. A asma é muito rápida, né? Ela pega um vírus, um resfriado que seja e é muito mais rápido do que qualquer resfriado”.
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento da asma estão a exposição contínua à poluição ambiental, o histórico familiar da doença e o tabagismo, seja ativo ou passivo. Filhos de mães fumantes, por exemplo, possuem uma probabilidade maior de desenvolverem a condição.
Em situações de maior gravidade, como intensa dificuldade para respirar, incapacidade de falar frases completas ou sensação de sufocamento, a recomendação primordial é buscar atendimento de urgência imediatamente. As secretarias estadual e municipal da Saúde também reforçam o alerta para que a população evite a automedicação, já que o uso inadequado de fármacos pode mascarar a verdadeira seriedade do quadro clínico e agravar o estado do paciente.
LEIA TAMBÉM:
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário