COMBATE AO TRÁFICO
Apreensão recorde de cocaína avaliada em R$ 500 milhões chega a Belém
Operação conjunta interceptou barco com quase quatro toneladas de entorpecentes em rota para a África; quatro brasileiros foram presos.
A Polícia Federal e a Marinha do Brasil consolidaram uma das maiores apreensões de entorpecentes da história recente ao transportar, na manhã desta segunda-feira, 13/07/2026, uma embarcação pesqueira carregada com 3.748 quilos de cocaína até a Base Naval de Belém, PA. A carga, avaliada em aproximadamente R$ 500 milhões, foi interceptada para desarticular uma rota internacional que utilizava a costa paraense como ponto de saída para a Guiné, na África.
A ação foi deflagrada no dia 7 de julho de 2026, após um longo monitoramento que durou meses. O Navio-Patrulha Bocaina, pertencente à Marinha, realizou a abordagem em alto-mar, a cerca de 1.600 quilômetros da costa. Os quatro tripulantes brasileiros encontrados na embarcação foram detidos em flagrante e responderão por tráfico internacional, associação e financiamento ao crime organizado. Esta medida representa um golpe significativo na logística de grupos criminosos que operam na Amazônia.
O sucesso da operação foi viabilizado por uma robusta cooperação internacional. O suporte de inteligência veio da DEA (Drug Enforcement Administration), dos Estados Unidos, e da JIATF-South (Joint Interagency Task Force South), força-tarefa vinculada ao Comando Sul das Forças Armadas norte-americanas (United States Southern Command). Segundo Alexandre de Andrade Silva, superintendente regional da Polícia Federal, o foco atual das investigações é rastrear os mentores por trás da operação logística.
O barco, que apresentava tanques extras de combustível para suportar a travessia transatlântica de até 15 dias, passa agora por perícia técnica. A partir de 14/07/2026, a Polícia Federal iniciará o exame minucioso da estrutura da embarcação e dos materiais apreendidos. Os dados coletados serão cruciais para mapear a cadeia criminosa que financiou a construção da embarcação em um estaleiro do Pará e organizou o envio ilegal da substância.
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