ALERTA ANVISA
Anvisa proíbe plataforma Voy de tratamentos de emagrecimento e alerta para riscos de "canetas emagrecedoras"
Plataforma Voy teve funcionamento proibido pela agência reguladora. Especialistas orientam sobre os cuidados necessários para o uso de medicamentos para obesidade, destacando a importância de diagnóstico, prescrição e compra em locais autorizados.
{"blocks":[{"key":"12345","type":"paragraph","data":{"text":"A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira, 26 de julho de 2026, a proibição do funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, visa coibir a oferta de tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade sem a devida autorização regulatória."}},{"key":"67890","type":"paragraph","data":{"text":"A proibição surge em um momento de grande atenção ao uso de "canetas emagrecedoras". Em resposta, especialistas ouvidos pela CNN Brasil detalharam os cuidados essenciais que pacientes devem observar antes e durante o início de tratamentos com esses medicamentos, visando garantir a segurança e a dignidade do indivíduo no processo de emagrecimento."}},{"key":"abcde","type":"paragraph","data":{"text":"Neuton Dornelas Gomes, endocrinologista e presidente da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), ressaltou que um tratamento seguro e eficaz para a obesidade repousa sobre quatro pilares fundamentais: o diagnóstico correto, o uso de medicamentos registrados pela Anvisa, a imprescindível prescrição médica e a aquisição em farmácias devidamente regularizadas."}},{"key":"fghij","type":"heading","data":{"level":2,"text":"Entenda os cuidados para o acesso aos medicamentos"}},{"key":"klmno","type":"paragraph","data":{"text":"O primeiro passo, de acordo com a endocrinologista Carla Adlung, é a confirmação de que o uso de tais medicamentos é clinicamente indicado para o paciente. Uma avaliação clínica completa, que abranja histórico de saúde, doenças preexistentes, medicações em uso e objetivos terapêuticos individualizados, é crucial antes de iniciar qualquer terapia."}},{"key":"pqrst","type":"paragraph","data":{"text":""A especialista enfatiza que cada indivíduo possui características clínicas únicas. Um medicamento adequado para uma pessoa pode apresentar riscos para outra. "O tratamento da obesidade é individualizado, baseado em evidências científicas e envolve mais do que apenas o uso da medicação", pontuou."}}},{"key":"uvwxy","type":"paragraph","data":{"text":"Em paralelo à necessidade de um diagnóstico preciso, é fundamental que o paciente receba a prescrição de uma "fonte segura", conforme salienta Dornelas. Carla Adlung complementa, orientando que os pacientes verifiquem se o profissional de saúde possui registro ativo no CRM (Conselho Regional de Medicina) e, em caso de apresentação como especialista, se há o RQE (Registro de Qualificação de Especialista). A automedicação é fortemente desaconselhada, pois ignora contraindicações e pode mascarar doenças que exigem tratamento específico, além de levar ao uso inadequado de doses."}},{"key":"zabcd","type":"paragraph","data":{"text":"A segurança do medicamento é inegociável. É vital exigir nota fiscal, inspecionar a integridade da embalagem e confirmar o registro válido do produto na Anvisa. Carla Adlung alerta que produtos comercializados em canais informais, sem identificação clara ou de origem duvidosa, representam um perigo à saúde, pois podem não atender aos padrões de qualidade, conservação e segurança exigidos. "Ao tratar uma doença crônica como a obesidade, a segurança do medicamento é tão importante quanto sua eficácia. O acesso por vias regulares protege o paciente e garante que ele receba um produto confiável e dentro dos padrões sanitários", declarou."}},{"key":"efghi","type":"paragraph","data":{"text":"A aquisição dos medicamentos deve ocorrer exclusivamente em farmácias autorizadas. Neuton Dornelas destaca a importância de verificar a procedência e as condições de armazenamento do produto. A compra fora dos canais oficiais expõe o paciente a riscos à saúde. Dornelas adiciona que medicamentos adquiridos sem receita levantam dúvidas sobre sua origem e conservação, fatores determinantes para a segurança."}},{"key":"jklmn","type":"paragraph","data":{"text":"Carla Adlung esclarece que o acompanhamento online não é o cerne do problema, desde que "o cuidado siga critérios técnicos, preserve a autonomia médica, cumpra as normas sanitárias e mantenha o paciente em acompanhamento durante todo o tratamento"."}},{"key":"opqrs","type":"heading","data":{"level":2,"text":"Suspensão da plataforma Voy"}},{"key":"tuvwx","type":"paragraph","data":{"text":"A empresa Revia Gestão de Negócios Ltda., responsável pela plataforma Voy, não possui autorização de funcionamento para as atividades que desempenha, conforme apontou a Anvisa. A agência classifica plataformas que indicam medicamentos e dosagens como softwares médicos. Por não deter autorização para atuar como farmácia ou drogaria, a Revia está impedida de comercializar medicamentos. A Voy, em comunicado, expressou surpresa com a notificação, classificando a discussão como estritamente administrativa e sem relação com a segurança dos pacientes ou com os medicamentos. A empresa afirma que as medidas administrativas cabíveis foram adotadas e que, nos termos da legislação, permanece autorizada a operar normalmente, aguardando o pronunciamento definitivo da Anvisa."}}]}
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