SAÚDE TEM NOVIDADE

Anvisa define teto de preço para semaglutida brasileira, igualando Ozempic

Caneta aplicadora de medicamento Ozivy, com fundo branco.
Ozivy é a primeira versão brasileira da semaglutida liberada pela Anvisa.

Medicamento nacional Ozivy terá valor máximo fixado pela CMED em R$ 1.077,79 (sem impostos), mesmo patamar do Ozempic. EMS promete preços até 30% menores.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), definiu nesta semana o preço máximo que poderá ser cobrado pelo Ozivy, a primeira versão brasileira da semaglutida. A decisão, que estabelece um teto de R$ 1.077,79 sem impostos para as canetas de 1,5 ml e R$ 1.399,72 para as de 3 ml, iguala o valor ao do Ozempic, medicamento referência no mercado. Essa regulamentação é crucial para a comercialização e impacta diretamente o acesso a tratamentos importantes para a dignidade de pacientes.

A fixação do teto de preço pela CMED, órgão vinculado à Anvisa, ocorre após o fim da patente do Ozempic, da Novo Nordisk, e visa garantir um equilíbrio entre a concorrência e o acesso a medicamentos. O Ozivy, produzido pela EMS, foi enquadrado na categoria 4, destinada a novas apresentações de fármacos já existentes, o que justifica a equiparação de preço com o Ozempic e o Wegovy. Essa medida busca fomentar um mercado mais competitivo e potencialmente mais acessível para a população.

Embora o teto regulatório represente o valor máximo permitido, a EMS declarou a intenção de comercializar o Ozivy com preços até 30% inferiores aos da concorrência. Com o Ozempic sendo encontrado atualmente por cerca de R$ 900 nas dosagens menores, a expectativa é que o Ozivy chegue às farmácias por volta de R$ 630. A empresa informou que apresentará os preços de mercado e a data exata de chegada dos medicamentos nas próximas semanas, o que promete aquecer o debate sobre o custo de tratamentos essenciais.

A chegada de versões nacionais de medicamentos de alto custo, como a semaglutida, após a expiração de patentes, é vista por especialistas como um fator determinante para a redução de preços e ampliação do acesso. A Anvisa já registrou outros 16 pedidos de medicamentos à base de semaglutida, e a aprovação do Ozivy representa um marco nesse processo, sinalizando uma nova era de possibilidades terapêuticas e maior equidade no tratamento de pacientes.

A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, tem demonstrado adaptações em sua estratégia comercial, incluindo ofertas como a gratuidade da primeira unidade na compra de duas. A liberação de novas versões no mercado brasileiro, como o Ozivy, promete intensificar a concorrência, beneficiando os consumidores com mais opções e, potencialmente, custos mais baixos para tratamentos contínuos. O impacto final sobre a saúde pública e a dignidade do paciente será acompanhado de perto.

O Ozivy estará disponível em quatro apresentações de solução injetável de 1,34 mg/ml: cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e dois cartuchos de 3 ml. O valor final ao consumidor poderá variar entre os estados devido às diferenças de alíquotas de ICMS, que incidem sobre o preço teto.

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