AVANÇO NA ONCOLOGIA
Anvisa aprova combinação que reduz em 60% risco de retorno de câncer de bexiga
Nova terapia combinada transforma o tratamento de pacientes inelegíveis à cisplatina, trazendo esperança e aumentando a sobrevida após cirurgia.
A Anvisa aprovou, em 10/07/2026, o uso de uma combinação medicamentosa que reduz em cerca de 60% o risco de recorrência, progressão ou morte em pacientes com câncer de bexiga. A decisão, que marca uma mudança significativa no protocolo clínico após duas décadas de estagnação, visa atender especificamente indivíduos que não podem receber a quimioterapia padrão à base de cisplatina.
Esta nova abordagem, que envolve a administração dos fármacos enfortumabe vedotina (Padcev) e pembrolizumabe antes e depois da cirurgia de remoção do órgão, promete conferir mais dignidade e qualidade de vida aos pacientes. A necessidade de alternativas terapêuticas é urgente, considerando que o câncer de bexiga figura como o nono mais comum mundialmente, com mais de 614 mil novos diagnósticos anuais.
Dados de pesquisas conduzidas pela Pfizer evidenciam a eficácia do protocolo: após dois anos de acompanhamento, 74,7% dos pacientes tratados com a combinação mantiveram-se sem sinais de progressão da doença. Além disso, a taxa de resposta patológica completa atingiu 57%, contrastando com os 9% observados em pacientes submetidos apenas à cirurgia isolada. O risco de óbito também registrou queda expressiva, na casa dos 50%.
Os resultados derivam de estudos como o EV-303, que focou na fase perioperatória, e o EV-302, que analisou o câncer em estágios avançados ou metastáticos. Nesta última vertente, o uso da combinação alcançou uma taxa de resposta de 67,5%, superando os 44,2% obtidos com a quimioterapia convencional em pacientes sem exposição prévia a inibidores de PD-1/PD-L1.
"Os dados reforçam o potencial da combinação em diferentes etapas da jornada do câncer urotelial. São avanços que ampliam as possibilidades terapêuticas com impacto direto em desfechos clínicos relevantes", afirmou Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil. A medida representa um marco definitivo para o cenário oncológico no Brasil, consolidando uma nova alternativa de cuidado. Sob supervisão de Thomaz Coelho.
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