COMBUSTÍVEL MUDA PREÇO

ANP divulga variação de preços do etanol em 26 estados

Gráfico mostrando a variação de preços do etanol em diferentes estados do Brasil.
Preços médios do etanol hidratado caíram em 17 Estados e no Distrito Federal. Foto: Reprodução

ANP aponta quedas em 17 estados e no DF, altas em sete e estabilidade no Rio Grande do Norte. Pesquisa abrange o período de 28 de junho a 4 de julho.

Os preços médios do etanol hidratado apresentaram recuo em 17 Estados e no Distrito Federal, enquanto subiram em sete unidades federativas. No Rio Grande do Norte, o valor se manteve estável. O Amapá não teve seu mercado de biocombustíveis incluído nesta pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilada pelo AE-Taxas. A análise, referente ao período de 28 de junho a 4 de julho, reflete o impacto das flutuações econômicas e sazonais no bolso dos consumidores.

Em todo o País, o preço médio do etanol nos postos pesquisados pela ANP caiu 0,49% na semana, passando de R$ 4,10 para R$ 4,08 o litro. Em São Paulo, Estado que concentra grande parte da produção e consumo, o litro do biocombustível registrou uma redução de 0,26%, atingindo R$ 3,81.

Na contramão, Alagoas apresentou a maior variação percentual positiva, com o preço do etanol avançando 5,21% e alcançando R$ 5,05 o litro. Por outro lado, Mato Grosso registrou a maior queda, com o valor do combustível recuando 3,69% e sendo comercializado a R$ 3,65 o litro. A pesquisa identificou o preço mínimo de R$ 2,99 o litro em um posto de São Paulo e o máximo de R$ 6,59 o litro em Pernambuco. Em termos de médias estaduais, Mato Grosso apresentou o menor valor, R$ 3,65 o litro, e Rondônia, o maior, R$ 5,56 o litro.

No comparativo com a gasolina, o etanol se mostrou mais vantajoso em oito Estados e no Distrito Federal nesta semana. A paridade média do etanol em relação à gasolina no País atingiu 61,72%, indicando uma vantagem econômica para o consumidor em comparação com o derivado do petróleo, conforme os dados da ANP compilados pelo AE-Taxas. A paridade percentual foi de 68,62% na Bahia, 63,59% no Distrito Federal, 64,09% em Goiás, 54,23% em Mato Grosso, 61,42% em Mato Grosso do Sul, 65,92% em Minas Gerais, 62,63% no Paraná, 69,49% em Santa Catarina e 59,07% em São Paulo.

Especialistas do setor de biocombustíveis ressaltam que a competitividade do etanol pode se estender mesmo em paridades superiores a 70%, dependendo diretamente do modelo e da eficiência do veículo utilizado pelo motorista.

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