REUNIÃO DECISIVA
Alexandre de Moraes se reúne com defesa de Bolsonaro antes de decidir sobre prisão domiciliar
Ministro do STF Alexandre de Moraes avaliará manifestação da defesa de Jair Bolsonaro sobre apreensão de arma. Decisão impacta cumprimento de pena e dignidade do ex-presidente.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes receberá, nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro antecede a decisão sobre a manutenção da prisão domiciliar humanitária ou a revogação do benefício, após a apreensão de uma arma de fogo do ex-chefe do Executivo. A medida, que tem impacto direto na dignidade e no cumprimento da pena de Bolsonaro, ocorre em um momento crítico, com o fim do prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar na última quinta-feira.
A arma de Bolsonaro foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal. Alexandre de Moraes considerou que Bolsonaro cometeu "falta grave" ao portar o armamento durante a prisão domiciliar humanitária. A Lei de Execução Penal prevê punições para o descumprimento das normas, incluindo a possibilidade de revogação do benefício.
Em manifestação enviada ao STF no sábado, os advogados de defesa negaram a ocorrência de "falta grave" e solicitaram que Bolsonaro permaneça em residência para o cumprimento da pena. A defesa argumenta que o armamento foi retirado da residência apenas para ser encaminhado a reparo após a constatação de uma falha mecânica. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o ex-presidente afirmou que não poderia permanecer desarmado, pois reside com três mulheres.
Bolsonaro foi condenado a uma pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado e iniciou a prisão domiciliar em 27 de março de 2026 para dar continuidade ao tratamento de saúde, após ter sido diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. O ministro Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre a manutenção da prisão, considerando a apreensão da arma. O órgão emitiu parecer e aguardará a conclusão do inquérito para avaliar se houve "falta grave disciplinar".
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário