IMPASSE POLÍTICO
Alcolumbre trava PEC da Segurança no Senado
Proposta crucial para criação do Ministério da Segurança Pública e reeleição de Lula está parada na Casa. Aprovada na Câmara desde março.
Senadores aliados ao governo relatam que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem evitado pautar a crucial Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, travando uma das principais apostas do presidente Lula para sua campanha de reeleição e a promessa de criar um Ministério da Segurança Pública. A decisão, que se arrasta desde a aprovação da PEC na Câmara dos Deputados em março, gera um impasse político que impacta diretamente a capacidade do governo de implementar políticas essenciais para a segurança da sociedade.
Mesmo com a aprovação na Câmara dos Deputados desde março, a proposta aguarda a indicação de um relator e a definição do rito de tramitação por Davi Alcolumbre. Nos bastidores, líderes de partidos que apoiam o governo afirmam que Alcolumbre tem evitado dar respostas claras sobre o tema, chegando a sinalizar que não pretende colocar a PEC em votação neste momento.
A rejeição do nome de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, intensifica o clima político já sensível no Senado. Apesar disso, aliados do presidente no Congresso Nacional indicam que aguardarão uma definição sobre o comando do Senado antes de adotar uma estratégia mais incisiva.
Nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, o presidente Lula se reunirá com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima. Conforme noticiado, Wellington César Lima tem sido alvo de críticas internas no governo por sua atuação discreta frente à derrota de Jorge Messias.
Lula já havia condicionado a criação do Ministério da Segurança Pública, uma de suas promessas de campanha em 2022, à aprovação da PEC. Em março, o presidente declarou: "Essa PEC vai permitir que a gente tome uma decisão muito importante, que é criar o Ministério da Segurança Pública e definir uma nova ação do governo federal na área".
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