ESTABILIDADE FISCAL
Alckmin defende esforço para equilibrar Dívida Bruta e PIB
O vice-presidente Geraldo Alckmin destaca a necessidade de crescimento econômico e controle de despesas para conter a alta da dívida pública brasileira.
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu, na segunda-feira (31/08), a necessidade de o governo intensificar esforços para otimizar a relação entre a Dívida Bruta e o PIB. A declaração foi feita durante o evento Macro Day, organizado pelo banco BTG Pactual, em um momento de atenção redobrada do mercado sobre a trajetória das contas públicas do Brasil.
De acordo com dados do BC, a Dívida Bruta do Governo Geral, que engloba o governo federal, o INSS e as administrações estaduais e municipais, atingiu a marca de 82,5% do Produto Interno Bruto em julho. O montante, que alcança R$ 10,9 trilhões, representa o maior patamar registrado desde abril de 2021.
Para o vice-presidente, o caminho para a sustentabilidade fiscal é claro, embora exija paciência e disciplina. "O segredo é aumentar o PIB e segurar a despesa. Precisamos suprir a causa e o efeito irá cessar", pontuou Alckmin, reforçando que resultados expressivos não devem ser esperados no curto prazo, dado o cenário macroeconômico global pressionado por conflitos e crescimento mundial moderado.
Sobre as metas fiscais, o governo projeta déficit de 0% para este ano e trabalha com a expectativa de um superávit de 0,5% para o próximo ano. Alckmin enfatizou que o controle dos gastos, aliado a uma política de juros menos restritiva, é fundamental. O vice-presidente criticou, ainda, o patamar atual da Selic, argumentando que a alta dos juros não é a solução ideal para equilibrar a inflação.
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