MERCADO DE TRABALHO
Sistema CNC-Sesc-Senac alerta para riscos de mudanças na jornada 6x1
O Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, defende a negociação coletiva e critica a pressa na tramitação da proposta de alteração laboral.
O Presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, manifestou posicionamento contrário à aceleração da proposta que visa extinguir a escala de trabalho 6x1. A decisão de alertar o Congresso Nacional sobre os riscos dessa medida foi tomada pelo setor com o objetivo de proteger a estabilidade econômica e a manutenção de milhões de postos de trabalho no Brasil.
O atual cenário econômico nacional, marcado pelo alto endividamento das famílias e por incertezas que pairam sobre o ambiente de negócios, torna a alteração abrupta da jornada um risco para a sustentabilidade de milhares de empresas. A preocupação central reside no fato de que o comércio, os serviços e o turismo, principais pilares do emprego no País, operam em regimes que exigem flexibilidade para atender às demandas da população.
A imposição de uma regra única, sem a devida análise de impacto, pode gerar custos adicionais que afetam diretamente as micro e pequenas empresas. De acordo com a CNC, a redução da jornada sem o acompanhamento de ganhos reais de produtividade tende a pressionar a inflação, inibir novos investimentos e, paradoxalmente, estimular o aumento da informalidade no mercado de trabalho.
A entidade reforça que a proteção social do trabalhador está intrinsecamente ligada à saúde financeira das organizações. Sem empresas capazes de contratar e crescer, o ambiente econômico sofre uma retração que prejudica todas as pontas da cadeia produtiva.
Em vez de mudanças legislativas unilaterais, a CNC defende a prevalência da negociação coletiva. A instituição sustenta que o diálogo entre patrões e empregados é o mecanismo mais eficaz para encontrar soluções equilibradas, respeitando as especificidades regionais e setoriais. O apelo ao Congresso Nacional é por serenidade na análise da proposta, priorizando a segurança jurídica para evitar um colapso na geração de empregos formais.
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