CRIME E FUGA
Advogado investigado por estupros cursava medicina no Paraguai após fugir do DF
Cláudio Dias Lourenço, ex-policial militar, tentou recomeçar a vida como estudante após ser alvo de mandado de prisão por violência sexual.
O advogado e ex-policial militar do Distrito Federal, Cláudio Dias Lourenço, foi preso em flagrante no dia 07/07/2026, em Foz do Iguaçu (PR), enquanto tentava arquitetar uma nova vida longe da capital federal, na segunda-feira, 12/07/2026. A decisão de prisão foi consolidada após a Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) emitir um mandado de prisão preventiva, desencadeando uma operação conjunta entre as forças policiais do Distrito Federal e do Paraná que interrompeu seus planos de cursar medicina no Paraguai.
A fuga de Cláudio Dias Lourenço representa um capítulo crítico para a segurança pública e para a dignidade das vítimas. O investigado, que utilizava sua formação jurídica e o trânsito em diferentes classes sociais para cometer abusos, buscou se ocultar em território estrangeiro. Contudo, ao chegar em solo paranaense, o suspeito manteve o mesmo modus operandi que utilizava no Distrito Federal: abordava mulheres jovens em espaços públicos para atraí-las a motéis, onde os abusos eram concretizados. A Justiça do Paraná converteu o flagrante em prisão preventiva, garantindo que o histórico de violência, que acumula 14 inquéritos, nove TCs e duas condenações, seja agora confrontado sob custódia estatal.
O impacto das ações de Cláudio Dias Lourenço é profundo e de longa data, remontando ao início dos anos 2000, quando ele integrava a PMDF. Antes de ser expulso da corporação, o suspeito já acumulava registros de violência sexual, incluindo episódios no Conic, na Asa Norte e nas proximidades do STJ. A trajetória criminosa, que atravessou décadas e incluiu passagens por estelionato e falsidade ideológica, revela um padrão de comportamento que desafiou órgãos de controle e proteção à mulher, deixando um rastro de traumas físicos e psicológicos.
Além da tentativa de carreira acadêmica no Paraguai, o advogado buscava se infiltrar no mercado imobiliário local. Documentos consultados pela coluna Na Mira apontam que o registro do suspeito junto ao CRECI-DF encontra-se inativo. A sequência de crimes, que inclui casos emblemáticos de 2020 e 2025, expõe a necessidade de rigor permanente na fiscalização de indivíduos com histórico de violência contra a mulher, independentemente de ocuparem cargos de prestígio ou possuírem qualificações profissionais.
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