CONTROVÉRSIA JURÍDICA
Admar Gonzaga, advogado de Anthony Garotinho, votou pela inelegibilidade do ex-governador no TSE
Defesa alega que suspensão política expirou em agosto de 2026, enquanto histórico revela voto de Admar Gonzaga pelo impedimento do candidato ao governo do Rio.
O advogado Admar Gonzaga, atualmente responsável pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos), já atuou diretamente pela inelegibilidade do ex-governador em seu período como magistrado. O fato ocorreu quando Admar Gonzaga exercia o cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde atuou como substituto de 2013 a 2017 e como titular até 2019.
Em julgamento realizado no TSE em setembro de 2018, Admar Gonzaga votou pelo impedimento da candidatura de Anthony Garotinho, citando evidências de desvios de recursos públicos. Na ocasião, o então ministro destacou que houve favorecimento de ONGs no projeto Saúde em Movimento, resultando em desvio de R$ 234,3 milhões sem licitação, com repasses financeiros que teriam beneficiado a campanha presidencial de 2006.
A situação jurídica de Anthony Garotinho permanece incerta após o trânsito em julgado de uma condenação por improbidade administrativa, ocorrido em agosto de 2026. Em decisão proferida no dia 10, o juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJRJ, determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-governador por oito anos, além do ressarcimento de R$ 234,4 milhões e multa civil de R$ 500 mil.
Em sua atual posição como defensor, Admar Gonzaga argumenta que a contagem para a suspensão dos direitos políticos teria se iniciado em 1º de agosto de 2018, considerando que os recursos posteriores teriam natureza meramente declaratória. Segundo a defesa, o prazo de punição teria se exaurido em 1º de agosto de 2026, permitindo assim o registro da candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro perante a Justiça Eleitoral do Brasil.
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