CREMERN alerta população para os riscos automedicação e repudia distribuição de receitas sem atendimento médico presencial

FOTO: DIVULGAÇÃO

O Conselho Regional de Medicina do RN, no uso de suas atribuições legais de regulamentar e fiscalizar a prática médica, alerta a população sobre os riscos da automedicação, do sensacionalismo e da autopromoção nesse momento delicado de pandemia.

Entende-se como automedicação o uso de medicamentos por iniciativa própria ou através da aquisição de receitas distribuídas de forma indiscriminada sem que o ato médico tenha sido concretizado. É uma atitude desaconselhável que resulta em riscos para a saúde.

É esperado que o momento de pandemia produza insegurança em toda a população. No entanto, devemos preservar os princípios básicos do cuidado com a saúde, inicialmente através das medidas preventivas e caso apresente sintomas, procurar assistência médica para um correto diagnóstico e tratamento.

Repudiamos toda e qualquer postura sensacionalista que vise a autopromoção e que interfira no que há de mais importante no processo do tratar que é a relação médico/paciente e o ato médico que a envolve. O CREMERN está atento e adotará as medidas cabíveis.

Recentemente, em entrevista às rádios de Natal, o deputado-médico Albert Dickson defendeu o uso da ivermectina para tratar o novo coronavírus. Ele disse que tem prescrito o remédio para os seus pacientes que contraíram a Covid-19 e que os sintomas têm desaparecido. Ele sugeriu também que o medicamento seja usado mesmo entre os que não têm sintomas, como prevenção.

O médico disse, inclusive, que ele e sua família têm usado a ivermectina como prevenção. Ele chegou a sugerir dosagens específicas do medicamento que devem usadas por quem não tem a Covid-19 e por quem vier a ficar doente. Ele também disse que não há problemas em associar o medicamento à hidroxicloroquina, desde que o paciente não seja cardiopata.

Albert Dickson chegou a sugerir, ainda, que o consumo da ivermectina deve acontecer uma vez por mês, pelo menos, para que o medicamento continue presente na corrente sanguínea e, assim, ser eficaz caso a pessoa seja exposta ao coronavírus. Ele frisou que não há estudos que comprovem a eficácia do remédio como prevenção. “Mas é o que se tem ouvido falar”, ressaltou.

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