RN já registrou dois estupros em unidades de saúde neste ano

Entre janeiro de 2021 até o dia 11 de julho deste ano, 16 crimes sexuais cometidos em unidades médicas foram registrados no Rio Grande do Norte. Os dados solicitados pela TV TROPICAl foram divulgados nessa quarta-feira (13), e fazem parte dos registros da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais da Secretaria de Estado da Segurança.
Assédio, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável estão entre os crimes divulgados pela Polícia Civil do RN. Os casos ocorreram em hospitais, clínicas médicas, consultórios dentários e em outros estabelecimentos de saúde.
Em entrevista à TV Tropical, a delegada Paoulla Maués, afirmou que os dois casos estão em investigação e seguem em segredo de justiça. A coordenadora das delegacias especializadas no atendimento à mulher do Estado, informou que casos aconteceram em Natal e Parnamirim.
Em relação a autoria da denúncia, a delegada afirmou que a informação não pode ser revelada, para que seja preservada a identidade das vítimas, e também, garantir o sigilo. “Ambos estão tramitando em sigilo, em razão da natureza da violência e para preservação da intimidade da vítima. É investigado sob sigilo, mas, se tiver comprovada, com as provas que estamos juntando, (o agressor) deverá ser severamente punido”, disse a delegada.
Desde o início das investigações, várias testemunhas já prestaram depoimento. Os investigados só serão ouvidos ao final, para que não atrapalhem o trabalho da polícia.
A delegada alerta para que a população continue denunciando todos os casos de violência sexual, física e/ou psicológica. “Qualquer um de nós pode presenciar, ser testemunha e denunciar para a Polícia Civil. É importante a gente salientar a nossa responsabilidade perante esses crimes. São crimes repugnantes e, vale salientar, não cabe fiança, se for preso em flagrante”.
Anestesista preso em flagrante
Os casos de estupros em unidades de saúde ficaram em evidência após a repercussão do caso envolvendo um médico anestesista do Rio de Janeiro. Giovanni Quintella Bezerra foi preso após ser filmado estuprando uma mulher na mesa de cirurgia durante o parto. Ele também é investigado por mais cinco possíveis atos como este cometidos nas unidades em que trabalhou.
Após a prisão, o médico foi conduzido à delegacia, e em seguida, passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele está detido na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, destinada a presos que têm nível superior, conhecida como Bangú 8.
Portal da Tropical
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