MORTE EM CÁRCERE

Megatraficante que rompeu com PCC é encontrado morto em Presídio Federal

Foto de Marcos Silas Neves de Souza em registro oficial.
Marcos Silas Neves de Souza, megatraficante de cocaína, foi encontrado morto na unidade federal em Brasília - Fito: Reprodução/Polícia Civil SP

O falecimento de Marcos Silas Neves de Souza foi confirmado pela Senappen; detento liderava o Cartel do Sul após ruptura com a facção criminosa.

O megatraficante de cocaína Marcos Silas Neves de Souza, de 42 anos, foi encontrado morto no domingo (30/08) no Presídio Federal de Brasília (DF). A unidade é a mesma onde cumprem pena lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção da qual o detento havia se desligado para fundar o Cartel do Sul, organização com forte atuação no Paraná.

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) confirmou o óbito, informando que o corpo foi localizado desacordado na cela durante a rotina matinal de revista e entrega de alimentação. Em nota oficial, o órgão federal apontou que a morte ocorreu por suicídio, sem fornecer detalhes adicionais sobre o ocorrido.

Conhecido pelos codinomes Patrão ou Amigo, o indivíduo estava detido desde 2021, quando foi capturado na capital paulista em uma operação da Polícia Federal (PF) de São José do Rio Preto. À época, ele planejava submeter-se a uma cirurgia plástica facial para ocultar sua identidade e evitar a identificação pelas autoridades.

Investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que o grupo liderado por Marcos Silas Neves de Souza buscava estabelecer uma base operacional no interior de São Paulo para evadir-se de responsabilizações penais. O esquema criminoso envolvia a lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis, contabilizando, no ano da prisão, ao menos 260 apartamentos adquiridos ilicitamente.

Após ser preso em São Paulo, o homem passou pelo sistema carcerário paranaense e foi transferido em 2022 para um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), antes de ser conduzido para a unidade em Brasília onde permaneceu até a data de sua morte.

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