SAÚDE SOB INVESTIGAÇÃO

Sesap afirma colaborar com investigação sobre desvios em home care

Secretário de Estado da Saúde Pública Alexandre Motta durante declaração à imprensa.
Secretário Alexandre Motta em coletiva sobre os desdobramentos da investigação.

Secretário Alexandre Motta garante apoio à Operação Oxigênio Financeiro, que apura suposto desvio de R$ 37 milhões do Rio Grande do Norte e Município de Natal.

O secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, posicionou-se nesta quinta-feira (27/08) sobre as investigações que apuram irregularidades em contratos de assistência domiciliar no Rio Grande do Norte. A manifestação ocorreu após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrar a Operação Oxigênio Financeiro, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos da saúde.

Conforme os dados apresentados pelo MPRN, o prejuízo aos cofres do Estado e do Município de Natal é estimado em mais de R$ 37 milhões. A investigação detalha um cenário de possíveis fraudes estruturadas em ações judiciais e contratos de home care, impactando diretamente o orçamento destinado a garantir o atendimento digno a pacientes que dependem do sistema público.

A operação, que ainda se encontra em fase de apuração, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão. A ação foi executada por nove promotores de Justiça, 36 servidores do MPRN e 36 policiais militares. Como se trata de uma etapa investigativa, o procedimento não implica condenação prévia e os investigados mantêm o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Alexandre Motta destacou que a Sesap mantém colaboração contínua com os órgãos de controle. Segundo o gestor, foi instituído um núcleo específico para atender demandas do setor jurídico e uma comissão interna para a fiscalização rigorosa das contas submetidas à pasta, visando ampliar o controle sobre os processos de atendimento domiciliar.

A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, deflagrada em abril de 2025. O foco atual das autoridades está em desarticular manobras de ocultação patrimonial, onde há suspeitas de que recursos públicos teriam sido utilizados para a constituição de empresas de fachada e aquisição de estabelecimentos comerciais, muitas vezes utilizando pessoas físicas sem capacidade econômica para mascarar os verdadeiros beneficiários.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário