DISPUTA PELO MERCADO

Lula e Flávio disputam o apoio de empresários e banqueiros em reuniões

Foto composta de Lula e Flávio Bolsonaro com imagem institucional ao fundo.
Montagem mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, ambos em campanha pelo apoio de empresários - Foto: Carla Sena/ Arte Metrópoles

Presidente e senador realizam jantares a portas fechadas com grandes nomes do setor para tentar ampliar influência econômica na corrida eleitoral.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu um jantar reservado com alguns dos principais empresários e banqueiros do país para discutir os rumos da economia. O encontro foi realizado na segunda-feira (31/08), no Palácio da Alvorada, com o objetivo de estreitar laços com o setor produtivo.

A movimentação ocorre logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal oponente de Lula na disputa presidencial, também reunir lideranças do mercado financeiro e grandes corporações em São Paulo na quinta-feira (27/08). Ambas as campanhas buscam consolidar apoio entre influenciadores do mercado e reverter resistências sobre temas como dívida pública, juros e regras fiscais.

Para o setor empresarial, o diálogo constante com os candidatos reflete a necessidade de clareza sobre os próximos passos da gestão pública. A busca pelo voto de eleitores de maior renda é um fator central na estratégia de Lula, que enfrenta desvantagem nesse segmento, conforme apontado pelo levantamento BTG/Nexus divulgado em 24/08.

Durante o evento no Palácio da Alvorada, Lula esteve acompanhado de integrantes de sua equipe econômica, como os ministros Dario Durigan, Márcio Elias Rosa e Bruno Moretti, além de presidentes de bancos públicos, como Aloizio Mercadante (BNDES), Tarciana Medeiros (Banco do Brasil) e Carlos Vieira (Caixa Econômica Federal). A lista de convidados incluiu nomes como André Esteves, Luiz Carlos Trabuco Cappi, Joesley Batista e Roberto Setúbal.

Em paralelo, o senador Flávio Bolsonaro busca se posicionar como uma alternativa de confiança para o mercado. Em sua agenda de 27/08, o parlamentar defendeu o controle rigoroso dos gastos públicos e sinalizou a intenção de implementar um mecanismo de blindagem fiscal para a equipe econômica, visando reduzir a influência de pressões políticas na gestão da dívida.

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