REFORMA NA SEGURANÇA

Flávio Bolsonaro propõe criação de Ministério da Segurança Pública no Brasil

Flávio Bolsonaro durante entrevista sobre propostas para a segurança pública no Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro em agenda focada em pautas de segurança pública. - Foto:Reprodução/CNN

Candidato pelo PL defende pasta focada em gestão integrada com estados e municípios, inspirando-se em estratégias adotadas pelo governo de Nayib Bukele em El Salvador.

A criação de um Ministério da Segurança Pública voltado para a articulação entre as esferas federal, estadual e municipal foi defendida pelo senador Flávio Bolsonaro. A proposta visa estabelecer uma estrutura governamental com capacidade de gestão estratégica para o enfrentamento da criminalidade em todo o território nacional.

O anúncio ocorreu em 30/08/2026, após uma reunião entre o parlamentar e o ministro da segurança de El Salvador, Gustavo Villatoro, realizada em um hotel na capital paulista. Segundo o senador, o objetivo é garantir suporte financeiro e promover a troca de inteligência entre polícias municipais e forças estaduais.

Durante o encontro, Flávio ressaltou a intenção de atuar com perfil municipalista, caso seja eleito. O senador destacou que a experiência salvadorenha sob a gestão de Nayib Bukele é considerada uma referência inspiradora para o Brasil, especialmente no que tange ao resgate da soberania estatal e o combate à violência.

O modelo implementado em El Salvador desde 2019, contudo, é alvo de controvérsias internacionais. O governo de Bukele sustenta a política de segurança através de um estado de exceção vigente desde 2022, permitindo o uso de força letal pelas forças armadas. Recentemente, a Assembleia Legislativa do país aprovou reformas constitucionais que preveem, inclusive, a prisão perpétua para menores de 12 anos.

Organismos internacionais como a Human Rights Watch e o Comitê contra a Tortura da ONU monitoram as ações do governo salvadorenho. Entidades como o Fundo das Nações Unidas para a Infância e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestaram preocupação com as mudanças legislativas, argumentando que as medidas podem violar normas internacionais de direitos humanos e desconsiderar princípios de reabilitação juvenil.

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