DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA
Augusto Cury atrai eleitores insatisfeitos com Lula e Flávio, diz CEO da Nexus
Pesquisa aponta salto do escritor para a terceira posição; especialistas analisam se movimento é consolidado ou fenômeno passageiro.
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) apresenta uma ascensão significativa nas pesquisas eleitorais, atraindo eleitores que antes declaravam voto em nomes consolidados, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), além de captar parcelas que optavam por brancos e nulos. A análise foi detalhada pelo CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, nesta segunda-feira (31/08).
Na pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (31/08), Augusto Cury saltou de 2% para 11% das intenções de voto. Com o resultado, o candidato assumiu a terceira posição na corrida pelo Palácio do Planalto, superando o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que ocupava o posto de "terceira via".
Segundo Marcelo Tokarski, o crescimento reflete a busca de uma parcela do eleitorado por uma alternativa fora da polarização tradicional. "Tem aquele eleitor que estava votando no Luiz Inácio Lula da Silva ou no Flávio Bolsonaro por falta de opção e, de repente, encontrou no Augusto Cury uma alternativa viável", afirma o CEO da Nexus.
O analista destaca que o candidato emerge como um "outsider ponderado", mantendo um tom moderado que se distancia das posturas ríspidas de outros nomes no pleito, como o candidato do Missão, Renan Santos. O impulso na candidatura também encontra sustentação no ambiente digital e na visibilidade gerada por debates, como o promovido pela TV Band, que provocou um aumento expressivo nas buscas pelo nome do escritor no Google.
O fenômeno foi acompanhado por um ganho superior a 2,6 milhões de seguidores nas redes sociais. A assessoria de Augusto Cury atribui o desempenho ao aumento da exposição durante a campanha e ao engajamento digital, com vídeos de entrevistas e propostas circulando amplamente nas plataformas.
Apesar do entusiasmo, Marcelo Tokarski pondera que a estabilidade desse crescimento ainda é uma incógnita. "A dúvida agora é se ele vai manter esse patamar, se vai crescer mais ou se será um fenômeno passageiro. Muitas vezes, o grande volume de repercussão nas redes sociais não se traduz em lealdade a longo prazo após o eleitor conhecer mais a fundo a figura do candidato", avalia.
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