ARTICULAÇÃO E PODER

“Alexandre é Lula e Lula é Alexandre”, diz Alfredo Gaspar

Alfredo Gaspar, deputado pelo União Brasil-AL, em entrevista.
O deputado Alfredo Gaspar durante entrevista ao Poder360.

Candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro aponta blindagem de Lulinha e defende impeachment de ministro do Supremo.

O deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuam em conjunto e possuem objetivos políticos indissociáveis. Segundo o parlamentar, a parceria entre ambos visa a “destruir o bolsonarismo” e as vozes da oposição.

Em entrevista concedida na quarta-feira (02/09), Gaspar destacou a proximidade entre os Poderes. “Alexandre é Lula e Lula é Alexandre. Eles formam uma dupla. Estão juntos e não dá para, neste momento, separar as atitudes de Alexandre de Moraes das atitudes de Lula. Eles se protegem, se completam”, declarou.

O ex-relator da CPMI do INSS classificou como “inevitável” a discussão sobre um eventual processo de impeachment contra o ministro do Supremo. O debate ganhou tração após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de investigações que envolvem o Banco Master. Para Gaspar, no entanto, o atual Senado não deve avançar no tema enquanto a Casa for presidida por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Durante a entrevista, o candidato a vice também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atuar diretamente para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de investigações da CPMI do INSS. “Eu senti na pele o quanto o Lula trabalhou, liberando emendas e pressionando parlamentares, para blindar Lulinha”, afirmou, reforçando a tese de que o presidente seria parte do esquema investigado pela comissão.

Gaspar ainda criticou a postura do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante do caso que envolve o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o deputado, Gonet deveria ter se declarado suspeito para garantir a lisura das apurações. Além disso, o parlamentar reafirmou que as acusações de estupro feitas contra ele por adversários políticos foram infundadas, qualificando-as como uma manobra para desestabilizar o trabalho da comissão.

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