DINAMISMO ECONÔMICO
Comércio potiguar movimenta R$ 73,3 bilhões e emprega 126 mil pessoas
Pesquisa do IBGE revela a força do varejo no Rio Grande do Norte, que responde pela maior parte da receita e da ocupação profissional no estado.
O comércio formal do Rio Grande do Norte consolidou sua relevância na economia estadual ao movimentar R$ 73,395 bilhões em receita bruta de revenda de mercadorias no ano de 2024. A informação foi confirmada por meio da Pesquisa Anual de Comércio (PAC), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que o setor foi responsável por ocupar 126.157 pessoas no estado.
A relevância desses números vai além da estatística, refletindo a dinâmica de sustento de milhares de famílias potiguares. De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte contava com 20.880 unidades locais de empresas comerciais em 2024, que, juntas, desembolsaram R$ 3,490 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações aos trabalhadores.
O comércio varejista destaca-se como o motor desse ecossistema, concentrando 15.832 unidades locais, o equivalente a 75,8% de toda a estrutura comercial potiguar. Esse segmento foi responsável por R$ 40,097 bilhões da receita total e pela maior parcela de ocupação, com 89.769 postos de trabalho. Em contraste, o comércio por atacado movimentou R$ 25,163 bilhões e o setor de veículos e motocicletas contribuiu com R$ 8,134 bilhões.
No que diz respeito à valorização profissional, o salário médio no comércio potiguar situou-se em 1,5 salário mínimo. Enquanto o varejo e o comércio de veículos mantiveram essa média, o segmento de atacado apresentou um índice ligeiramente superior, alcançando 1,7 salário mínimo. A margem de comercialização, que traduz o ganho real das empresas após o custo das mercadorias, ultrapassou R$ 15,360 bilhões no período, reforçando a solidez das operações no estado.
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