DESASTRE FISCAL

Walter Alves revela rombo de R$ 360 milhões e recusa comando do Governo do RN

Foto de Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte.
Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte.

Vice-governador alega "mentiras" e "bomba-relógio" financeira como motivos para não assumir o Estado em abril de 2026, como planejado. Decisão impede ascensão política natural.

{"blocks":[{"key":"bovc0","text":"Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte, decidiu não assumir o comando do Estado em abril de 2026. A decisão, comunicada em entrevista ao programa Politicando, da Rádio 98 FM, neste sábado, 30 de maio de 2026, se deu após a descoberta de um rombo de R$ 360 milhões nos cofres públicos e a percepção de "mentiras" por parte da equipe da governadora Fátima Bezerra. A recusa impede a ascensão política natural de Alves e expõe uma grave crise de confiança no Governo do RN, impactando a estabilidade fiscal e a dignidade dos servidores públicos que seriam diretamente afetados pelo colapso financeiro. O caso revela a importância da transparência na gestão pública e as consequências devastadoras da má administração de recursos. ","type":"paragraph"},{"key":"a4s9d","text":"Acompanhado de seu pai, o ex-governador e ex-senador Garibaldi Filho, Walter Alves detalhou a crise de confiança que o levou a recusar a proposta de assumir o Governo do Rio Grande do Norte durante a reforma política planejada pelo grupo da governadora Fátima Bezerra (PT). Ele classificou a situação financeira herdada como uma "bomba-relógio" fiscal, capaz de destruir seu patrimônio político. Alves, que era deputado federal na época, aceitou compor a chapa como vice-governador visando o protagonismo futuro, ciente da impossibilidade de reeleição de Fátima Bezerra. No entanto, o espaço concedido ao MDB na gestão foi considerado irrisório, limitando-se à Secretaria de Recursos Econômicos. "O vice-governador do Estado não tem caneta cheia. Se o governador lhe der força, ele tem força. Se não der, não tem. Então, fui um governador sem prestígio", desabafou. ","type":"paragraph"},{"key":"2b8f3","text":"O ponto crucial ocorreu no ano passado, quando Fátima Bezerra o convidou para assumir o governo com o intuito de permitir sua candidatura às eleições. Walter aceitou, mas solicitou um diagnóstico preciso das finanças estaduais. A investigação revelou um alerta vindo de Brasília: o crédito consignado do Rio Grande do Norte acumulava uma dívida de R$ 300 milhões, posteriormente corrigida para R$ 360 milhões. Ao confrontar a equipe econômica, Alves percebeu uma tentativa de mascarar a gravidade da situação. "Eles disseram: 'Ah, Walter, existe, mas está sob controle'. Eu perguntei se era uns 200 milhões e disseram que não. Aí eu vi que, infelizmente, não estava havendo confiança. Era uma bomba muito grande, como está se concretizando agora", relatou. ","type":"paragraph"},{"key":"1c7e5","text":"O colapso financeiro estava previsto para ocorrer em abril de 2026, logo no primeiro mês de sua hipotética gestão. Além do rombo nos consignados retidos dos servidores, o Estado enfrentava um reajuste salarial de 400% atrelado ao IPCA, que o governo Fátima Bezerra não teria capacidade de pagar em parcela única – o que acabou sendo fatiado em seis vezes posteriormente. "Se eu fosse o governador em abril, era greve geral na rua. O cidadão que estava assistindo ia passar por mim e dizer: 'Pô, seu pai [Garibaldi Filho] foi um grande governador, e você, meu amigo, foi um dos piores'. Porque é impossível você, em seis meses, conseguir reestruturar e organizar o Estado. É impossível", justificou Alves. Diante do cenário, ele tomou a decisão mais difícil de sua vida: enfrentar o sistema. "Em outubro nós tivemos uma reunião e eu bati o martelo: 'Eu não vou assumir o governo'", concluiu. A decisão, embora proteja seu futuro político, evidencia a fragilidade das finanças públicas e a necessidade de uma gestão transparente e responsável para garantir o bem-estar dos cidadãos. ","type":"paragraph"}]},

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