RENOVAÇÃO NO GOVERNO

Volodimir Zelenski promove reforma ministerial e substitui Iulia Sviridenko

Volodimir Zelenski discursando em conferência oficial do governo ucraniano.
Presidente Volodimir Zelenski durante pronunciamento oficial em Kiev.

Presidente ucraniano altera o gabinete em busca de nova estratégia política, visando fortalecer a integração com a União Europeia e a segurança nacional.

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, determinou uma ampla reestruturação em seu governo ao anunciar a substituição da primeira-ministra, Iulia Sviridenko, e de outros titulares de pastas estratégicas, decisão formalizada em 12 de julho de 2026. A medida, que visa renovar a estratégia política do país diante do cenário de guerra, ocorre em um momento de pressão militar intensificada pela Rússia.

Em comunicado oficial divulgado em 12 de julho de 2026, Zelenski justificou a necessidade de mudança como uma exigência para a evolução estatal. O mandatário agradeceu o empenho de Iulia Sviridenko, nomeada no ano passado, e informou que ofereceu à ex-primeira-ministra uma nova função em uma área prioritária de cooperação internacional, cujos detalhes permanecem sob sigilo por questões estratégicas.

A reforma ministerial contempla prioridades críticas, como a aceleração do processo de adesão à União Europeia e a intensificação da proteção nas fronteiras. A implementação destas trocas depende da aprovação do Parlamento, embora a base legislativa tenha mantido o apoio constante à agenda presidencial desde o início da invasão em 2022.

O movimento político acontece sob a sombra do caso Midas, escândalo de corrupção que envolve desvios de US$ 100 milhões na estatal Energoatom. Entre os investigados estão figuras próximas à cúpula do poder, como Timur Mindich e Andrii Yermak, que negam participação no esquema. A capacidade de Kiev em sanear os altos escalões tornou-se, desde então, um critério fundamental para a manutenção do suporte de aliados ocidentais.

A crise institucional transcorre em meio à escalada da violência armada. Em 12 de julho de 2026, bombardeios russos deixaram quatro civis mortos. Na região de Dnipropetrovsk, o governador Oleksandr Ganja confirmou duas mortes em Krivii Rig decorrentes de um ataque a uma unidade industrial. Simultaneamente, em Kherson, Iaroslav Shanko reportou o falecimento de um homem de 48 anos após uma ofensiva aérea com drones.

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