TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Trump ordena preparo das Forças Armadas dos Estados Unidos contra o Irã

Navios petroleiros navegando nas águas do Estreito de Hormuz.
Trump sinaliza postura agressiva frente a novas tensões no Oriente Médio.

Presidente determina prontidão militar após relatos de ameaças, enquanto o controle do Estreito de Ormuz acirra o risco de um conflito global.

As Forças Armadas dos Estados Unidos receberam uma ordem direta para estarem preparadas para uma ofensiva contra o Irã caso o governo iraniano tente realizar qualquer atentado contra o ex-presidente Trump. A determinação foi anunciada na madrugada de sábado, 11 de julho de 2026, por meio de uma publicação na rede social Truth Social, na qual Trump afirmou que mil mísseis estariam prontos para serem disparados caso Teerã cumpra a suposta ameaça.

A decisão ocorre em um momento de instabilidade agravada por relatórios de inteligência, compartilhados por Israel com Washington, que apontam para um suposto novo plano iraniano contra Trump. Embora a veracidade dessas informações seja debatida por autoridades norte-americanas — que avaliam uma possível tentativa de influência externa na política de Washington —, a situação escalou com a promessa de vingança do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, pela morte de seu pai, o Ayatollah Ali Khamenei.

Para Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, o foco no programa nuclear iraniano, embora relevante, mascara o real epicentro do conflito: o Estreito de Hormuz. Por esta passagem estratégica transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo, tornando-a um ativo de poder geopolítico e econômico inestimável.

O especialista alerta que o Irã, sob influência da Guarda Revolucionária, compreendeu que o controle do tráfego marítimo no estreito confere maior capacidade de barganha do que as negociações nucleares. A exigência de pedágio e permissão de passagem pelo Irã contraria a posição dos Estados Unidos, que defendem a livre navegação internacional, criando um impasse que coloca o governo norte-americano em desvantagem estratégica.

A situação é agravada pelo custo político interno para Trump. Ao contrário da rápida operação envolvendo Nicolás Maduro na Venezuela, um conflito terrestre no Oriente Médio, com possível perda de soldados e elevado dispêndio financeiro, pode gerar graves impactos nas eleições de meio de mandato. A mudança de postura política em Teerã, agora ditada por uma ala mais radical, torna o cenário de resolução pacífica ainda mais desafiador.

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