TENSÃO NO ORIENTE
Tráfego comercial no Estreito de Ormuz atinge mínima histórica após ataques entre EUA e Irã
Redução drástica na circulação de petroleiros e navios de GNL reflete o aumento da insegurança regional, após escalada militar notificada em 12 de julho de 2026.
O fluxo de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz atingiu o seu ponto mais baixo das últimas cinco semanas no domingo, 12 de julho de 2026. A retração ocorre em um cenário de severa instabilidade, motivado por uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã que coloca em risco a estabilidade do abastecimento energético global e a segurança dos tripulantes em alto-mar.
De acordo com dados de rastreamento da Kpler, apenas seis navios realizaram a travessia no domingo, 12 de julho de 2026. Entre as embarcações que deixaram a região estava o Humanity, carregado com 2 milhões de barris de petróleo iraniano, e o Capetan Andreas, transportando 500 mil barris de derivados de petróleo do Kuwait. A cautela das operadoras é evidenciada pelo fato de que a maioria dos navios optou por desligar seus transponders durante o trajeto.
O impacto na infraestrutura logística é sensível, com a ausência total de navios-tanque de GNL na região durante o fim de semana. Além disso, a movimentação de petroleiros da Abu Dhabi National Oil Co registrou apenas uma unidade operando entre 10 de julho de 2026 e 12 de julho de 2026, com destino ao porto de Dahej, na Índia.
A tensão atingiu novos patamares quando o CENTCOM (Comando Central dos EUA) confirmou, no domingo, 12 de julho de 2026, a realização de uma ofensiva com munições de precisão contra múltiplos alvos ligados ao Irã. Embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha declarado no domingo, 12 de julho de 2026, que a via permanece aberta para o comércio, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, que sua Marinha interceptou duas embarcações que navegavam com sistemas de rastreamento desligados.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário