TAXAÇÃO AMERICANA CUMULATIVA

Tarifas dos EUA contra o Brasil podem somar 37,5% com efeito cumulativo

Gráfico mostrando o aumento percentual das tarifas americanas impostas ao Brasil.
Análise das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e seus possíveis impactos econômicos.

Palácio do Itamaraty confirma que novas tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil terão efeito conjunto, elevando a sobretaxa potencial a 37,5% e gerando preocupações sobre negociações comerciais.

As duas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil terão efeito cumulativo, totalizando uma sobretaxa potencial de 37,5% caso as negociações falhem. A informação foi confirmada pelo Palácio do Itamaraty, que avalia os próximos passos diante da decisão americana. O governo brasileiro busca brechas para reverter a situação.

O novo percentual soma a taxação esperada de 12,5%, detalhada em documento do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) divulgado na noite de terça-feira, 02/06/2026. Esta medida inclui produtos de 59 economias que, segundo os EUA, se omitiram em ações contra o comércio de mercadorias provenientes de trabalho forçado. O Brasil já esperava fazer parte desta lista.

A esta taxação soma-se outra, proposta anteriormente na noite de segunda-feira, 01/06/2026, pelo mesmo departamento, mas com foco específico em uma investigação comercial direcionada ao Brasil. Fontes diplomáticas, reservadamente, interpretam as recentes ações como um movimento do governo Donald Trump com viés político, possivelmente visando a China e penalizando países que abrigam empresas chinesas.

O governo Lula considera que a primeira taxação possui um caráter político. A audiência sobre a ação proposta pelo USTR está agendada para 6 de julho deste ano, com a possível aplicação da medida corretiva prevista para 15 de julho.

A notícia repercute o impacto direto nas relações comerciais bilaterais e a possível elevação de custos para importadores e consumidores brasileiros. A decisão americana levanta preocupações sobre a estabilidade do comércio internacional e a necessidade de diplomacia ativa para mitigar efeitos negativos. As negociações seguem em curso, com o Brasil buscando evitar a plena aplicação das tarifas e seus efeitos prejudiciais à economia.

*Com informações de CNN

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