DISPUTA NAS URNAS

Suprema Corte dos EUA permite avanço parcial de restrições ao voto por correio

Fachada da Suprema Corte dos Estados Unidos com colunas clássicas.
Sede da Suprema Corte dos Estados Unidos em Washington, D.C — Foto: Mike Segar - 31.ago.2020/ Reuters

Decisão da Suprema Corte derruba liminar contra ordem de Donald Trump, mas entraves judiciais seguem travando a execução integral da medida em diversos estados.

A Suprema Corte dos EUA decidiu permitir, na segunda-feira (24/08/2026), o prosseguimento de uma ordem executiva de Donald Trump que impõe restrições ao voto por correio. A medida, que visa centralizar o controle sobre quem recebe cédulas eleitorais, foi contestada por uma coalizão de estados liderada pela Califórnia, que alega risco à privação do direito ao voto e confusão sistêmica antes das eleições de meio de mandato.

Contexto da ordem executiva

Emitida em março, a diretriz instrui o Departamento de Segurança Interna a compilar listas de cidadãos elegíveis para votar e ordena que o Departamento de Justiça priorize investigações contra autoridades locais que emitam cédulas a pessoas consideradas não elegíveis. Além disso, a norma estabelece que o USPS entregue material eleitoral apenas aos eleitores constantes em listas aprovadas pelo governo federal.

O embate judicial

Em junho, a juíza distrital Indira Talwani havia suspendido a ordem, argumentando a falta de autoridade legal de Donald Trump para modificar procedimentos eleitorais estaduais. No entanto, na segunda-feira (24/08/2026), a Suprema Corte, por 6 votos a 3, reverteu a decisão sob a justificativa de que os estados ainda não haviam demonstrado danos concretos, tornando a contestação prematura.

Apesar do revés, a implementação total permanece incerta. Outra liminar, também proferida pela juíza Indira Talwani em agosto, continua impedindo o USPS de executar as regras de Trump. Adicionalmente, a própria Corte ressaltou que a decisão atual não valida a legalidade de futuras ações do governo, mantendo a porta aberta para novos questionamentos judiciais.

Reações políticas

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou duramente a decisão e prometeu que o estado recorrerá NOVAMENTE à justiça. Em contrapartida, a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, celebrou o resultado como um passo fundamental para assegurar a integridade e a segurança do processo eleitoral norte-americano.

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