SEGURANÇA E PREVENÇÃO
Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático alerta sobre alta mortalidade infantil por afogamento
Dados da Sobrasa indicam que quatro crianças perdem a vida diariamente no Brasil; instituição reforça necessidade de vigilância constante em ambientes domésticos.
A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) emitiu um alerta crítico sobre o risco de morte de crianças por afogamento, situação que exige atenção imediata das famílias em todo o território nacional. A instituição, que apresentou dados alarmantes em 11 de julho de 2026, destaca que a tragédia vitima quatro crianças por dia no Brasil, impactando severamente o núcleo familiar e a sociedade.
De acordo com os levantamentos da Sobrasa, o afogamento consolida-se como a segunda causa de morte mais frequente para crianças de 1 a 4 anos. O risco permanece elevado em outras faixas etárias, ocupando a terceira posição entre jovens de 5 a 9 anos e a quarta entre aqueles de 10 a 24 anos. O problema demanda uma mudança na postura de vigilância, visto que metade desses episódios ocorre dentro de ambientes domésticos, como banheiras, piscinas e até reservatórios de pequeno porte.
O Presidente da Sobrasa, Fábio Braga, que atua pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, enfatiza que o período de férias escolares requer um cuidado redobrado dos responsáveis. Segundo Braga, a prevenção é o caminho mais eficaz para reverter o cenário atual. "Até 95% dos afogamentos poderiam ser evitados através de educação e informação", pontuou o especialista.
Para mitigar os riscos, as autoridades recomendam a implementação de barreiras físicas em piscinas, o isolamento rigoroso de reservatórios de água e, fundamentalmente, a supervisão permanente de um adulto durante o lazer aquático. No Brasil, o índice de mortalidade é expressivo, com uma morte a cada 90 minutos. Do total de 5.742 casos anuais registrados, a maioria das vítimas encontra-se em rios, lagos e represas, reforçando a urgência de medidas educativas contínuas.
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