DIPLOMACIA E COMÉRCIO
Setor produtivo do Brasil e dos EUA defende negociação para evitar tarifas comerciais
Confederação Nacional da Indústria, Amcham Brasil e U.S. Chamber of Commerce buscam evitar barreiras tarifárias antes do prazo final de 15 de julho de 2026.
Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Amcham Brasil e da U.S. Chamber of Commerce solicitaram uma nova rodada de negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para evitar a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A posição foi oficializada por meio de nota conjunta divulgada nesta quinta-feira, 09/07/2026, com o objetivo de preservar a estabilidade econômica e os postos de trabalho em ambos os países.
A urgência da medida justifica-se pelo cronograma decisório do governo americano, cujo prazo fatal para a aplicação de eventuais barreiras tarifárias encerra-se em 15 de julho de 2026. A incerteza regulatória preocupa o setor produtivo, que alerta para os riscos de retração na competitividade e prejuízos diretos aos consumidores finais.
Equipes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) intensificaram o diálogo com a gestão de Dolnald Trump. O ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic, reafirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é manter a diplomacia como via principal de resolução de conflitos, mantendo o diálogo aberto com o escritório comercial da Casa Branca, sob a interlocução de Jamieson Greer.
As entidades propõem uma estratégia em duas etapas para garantir a previsibilidade econômica. A sugestão é priorizar questões comerciais imediatas, como o acesso a mercados de tecnologia e segurança energética, para posteriormente expandir a cooperação para temas estratégicos, como descarbonização industrial e economia digital. De acordo com as organizações, esta abordagem técnica é fundamental para evitar efeitos negativos sobre trabalhadores e empresas, substituindo o protecionismo pela cooperação estratégica duradoura.
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