EXTORSÃO CONTRA POLÍTICO

Servidor público estadual é preso em Campo Maior sob suspeita de extorsão contra presidente de Câmara

Fachada da Delegacia de Polícia Civil de Campo Maior
Delegacia de Polícia Civil de Campo Maior

A Polícia Civil prendeu um servidor público estadual de 64 anos, suspeito de exigir R$ 20 mil para não divulgar informações sigilosas relacionadas ao presidente da Câmara Municipal de Campo Maior. A defesa alega que ele é alvo de retaliação após denunciar irregularidades.

Um servidor público estadual de 64 anos foi preso preventivamente em Campo Maior, no Norte do Piauí, nesta quarta-feira, 08/07/2026. A prisão ocorreu sob suspeita de extorsão contra o presidente da Câmara Municipal. Segundo a Polícia Civil, o homem teria exigido cerca de R$ 20 mil de um servidor municipal para não divulgar informações sigilosas que pudessem prejudicar o parlamentar Wellington Sena (Republicanos). A reportagem busca contato com o vereador.

Em nota, a defesa do servidor, identificado como Sérgio Pereira Silva, afirmou que a prisão é desproporcional e ocorre em um contexto de investigação em andamento. Os advogados negam as acusações e sustentam que o servidor é alvo de retaliação após apresentar denúncias sobre supostas irregularidades envolvendo a Prefeitura de Campo Maior e a Câmara Municipal. A defesa garante que todos os fatos serão devidamente analisados no processo judicial.

A prisão preventiva foi efetuada por equipes do 1º Distrito Policial (1º DP) na residência do investigado, em Campo Maior. Sérgio Pereira Silva encontra-se custodiado na Delegacia Regional do município. Conforme relatado pela Polícia Civil, o suspeito utilizava mensagens pelo WhatsApp para realizar as exigências financeiras, ameaçando expor documentos e informações relacionadas ao presidente da Câmara.

Durante as investigações, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do investigado. Celulares e computadores foram apreendidos e enviados para perícia. A análise preliminar do material revelou indícios de que o servidor ameaçava um membro do poder público municipal, exigindo dinheiro para não divulgar documentos comprometendo a Câmara Municipal, conforme detalhou o delegado Herdeson Bernard.

Esta não é a primeira vez que Sérgio Pereira se encontra sob investigação. No início deste ano, ele já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil que apurava supostos crimes contra a honra do prefeito de Campo Maior, João Félix. O delegado ressaltou, porém, que a investigação atual, que culminou na prisão preventiva, é distinta da anterior.

Nota da defesa de Sérgio Pereira Silva

A Assessoria Jurídica e de Comunicação informou que a prisão, ocorrida em 06 de julho de 2026, está inserida em uma investigação ainda em curso. A defesa reforça que o servidor goza da presunção de inocência, do direito ao contraditório e à ampla defesa. Ressaltam que, após Sérgio Pereira apresentar documentos e informações sobre possíveis irregularidades na gestão municipal e na Câmara de Vereadores, ele passou a ser alvo de medidas que a defesa considera desproporcionais. Esses fatos serão submetidos ao devido exame judicial.

A defesa assegura que adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para comprovar a legalidade de sua atuação e reitera a confiança na imparcialidade do Poder Judiciário, convicta de que a verdade prevalecerá. Por fim, apelam ao respeito ao devido processo legal, evitando conclusões antecipadas, lembrando que em um Estado Democrático de Direito, a responsabilidade só é afirmada após decisão judicial definitiva, fundamentada em provas produzidas sob o crivo do contraditório.

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