ARTE E CULTURA POTIGUAR
Série "Música Preta Potiguar" celebra e documenta artistas negros do RN
Lançada em 02 de julho de 2026, a série audiovisual "Música Preta Potiguar" registra a diversidade da produção musical negra no Rio Grande do Norte, com apresentações e entrevistas disponíveis no YouTube. O projeto idealizado por Diego Andrade busca dar visibilidade e fortalecer a cena independente.
A diversidade da música negra produzida no Rio Grande do Norte ganha um palco unificado na série audiovisual "Música Preta Potiguar". Lançada na última quinta-feira, 02 de julho de 2026, a iniciativa preenche uma lacuna ao reunir, em um só lugar, apresentações musicais gravadas em estúdio e entrevistas com artistas da cena independente. O projeto se propõe a documentar diferentes sonoridades, processos criativos e trajetórias, contribuindo para a narrativa da produção musical negra no estado.
Disponível gratuitamente no YouTube, a primeira temporada é composta por três episódios, com lançamentos semanais. Cada capítulo combina uma session intimista com uma conversa onde os convidados compartilham inspirações, desafios e experiências na construção de suas carreiras. A proposta é ir além de uma simples vitrine de performances, buscando criar um registro abrangente da diversidade artística que pulsa na música preta potiguar.

Idealizado pelo produtor cultural Diego Andrade, o "Música Preta Potiguar" visa ampliar a visibilidade da produção musical negra do Rio Grande do Norte e impulsionar sua circulação. Ao congregar artistas de variados estilos, a série evidencia como essa cena transita por linguagens diversas, sem jamais desvincular-se de referências ligadas à ancestralidade, à identidade e às vivências contemporâneas.
A temporada iniciou com Jennify C., DJ, rapper, produtora musical e performer que tem se consolidado como um dos nomes de vanguarda na nova cena eletrônica potiguar. Sua apresentação, que mescla rap, música eletrônica e performance, marca a estreia da série com uma produção pautada pela experimentação e pela edificação de novas estéticas.
No dia 09 de julho, será divulgado o episódio com Sourebel, banda que funde as raízes do reggae jamaicano com influências afro-nordestinas. O repertório da banda dialoga com temáticas de ancestralidade e consciência social, ilustrando como diferentes tradições musicais encontram ressonância e caminhos inovadores na cena potiguar.
O encerramento da primeira temporada, previsto para 16 de julho, trará Gracinha. A cantora, compositora e multi-instrumentista transita entre o dream pop, o indie pop e a neo-psicodelia. Sua participação expande o leque sonoro da série, reforçando o propósito de apresentar a pluralidade da música preta produzida no estado.
Embora cada episódio destaque artistas distintos, a proposta é construir um panorama coletivo. O projeto congrega nomes de trajetórias variadas para sublinhar que a música negra potiguar transcende a definição por um gênero ou estética única. Rap, música eletrônica, reggae, pop alternativo e psicodelia coexistem na narrativa, revelando uma produção artística multifacetada e em constante evolução.

A representatividade se estende aos bastidores. A equipe do "Música Preta Potiguar" é composta predominantemente por profissionais negros do audiovisual, da música e da produção cultural. Além de colocar artistas em destaque, o projeto ambiciona fortalecer uma cadeia produtiva mais diversa e representativa, ampliando a participação desses profissionais em todas as fases de criação e execução.
A realização deste projeto contou com o Edital de Fomento ao Audiovisual e Jogos Eletrônicos, na modalidade Ações Culturais. O financiamento provém da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), viabilizada pela Fundação José Augusto, pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte, pelo Sistema Nacional de Cultura, pelo Ministério da Cultura e pelo Governo Federal.
Os episódios são disponibilizados sempre às quintas-feiras, às 12h, no canal Música Preta Potiguar no YouTube. O primeiro episódio, com Jennify C., já está acessível. Os lançamentos subsequentes ocorrerão nos dias 09 e 16 de julho, apresentando Sourebel e Gracinha, respectivamente.
A produção executiva é de Diego Andrade. A realização audiovisual é da Nobir Produtora. O roteiro e as entrevistas são de Erick Allan, com produção musical de Wagner D Elia. Cicely Lígia atua como assistência de produção, e Denne Anderson é o técnico de som. A direção de arte é de Judson Andrade, o design de Walter Nascimento, com apoio de Thiago Oliveira. A interpretação em Libras é de Uiara Vieira, e a acessibilidade é fornecida pela Por Sinal Libras.
Ao registrar apresentações, conversas e os bastidores da produção, o "Música Preta Potiguar" também constrói um valioso arquivo da cultura contemporânea do Rio Grande do Norte. Em um cenário onde a produção independente muitas vezes circula de forma fragmentada, a série organiza essas histórias em um espaço comum, conferindo permanência a artistas e sonoridades que moldam e renovam continuamente a música potiguar.
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