ARTICULAÇÃO EM MINAS

Sandra Goulart sinaliza disposição para candidatura do PT em MG sob aval de Lula

Sandra Goulart posando para foto institucional.
Sandra Goulart (PT) surge como alternativa petista para o governo de Minas Gerais.

Após sucessivas recusas de quadros tradicionais, ex-reitora da UFMG surge como alternativa petista para garantir palanque presidencial no estado.

A direção do PT em Minas Gerais definiu o nome da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart, como a aposta para liderar a disputa pelo governo estadual e assegurar um palanque robusto para Luiz Inácio Lula da Silva. A definição, consolidada nesta sexta-feira, 10/07/2026, ocorre em um cenário de urgência eleitoral, no qual a legenda busca um nome capaz de mobilizar o eleitorado sem carregar o desgaste de antigas gestões, focando na renovação do debate político regional.

A viabilidade da candidatura de Sandra Goulart é tratada internamente com cautela. Embora seja considerada uma figura técnica com baixa rejeição — um ativo valioso em um estado polarizado —, sua menor exposição pública comparada a nomes históricos do partido levanta questionamentos sobre sua competitividade imediata. A decisão final, contudo, permanece sob a tutela de Luiz Inácio Lula da Silva, que avalia o impacto da escolha na estratégia nacional de alianças.

O movimento de articulação é conduzido pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT), principal entusiasta do nome da acadêmica. A busca por um nome próprio tornou-se prioridade após uma sequência de recusas: Rodrigo Pacheco (PSB) declinou do convite para o Executivo, enquanto Marília Campos reiterou o desejo de disputar o Senado. Nomes como Patrus Ananias e Macaé Evaristo optaram por focar em suas reeleições parlamentares.

A resistência à candidatura de Sandra Goulart é pontual dentro das lideranças de Minas, mas o diretório estadual sustenta que a solução interna é preferível a um acordo com o MDB. Existe um receio estratégico de que, caso o PT abra mão de candidatura própria e apoie nomes como o de Gabriel Azevedo, o partido acabe fortalecendo um adversário direto para as próximas eleições municipais em Belo Horizonte. A decisão definitiva sobre o cenário eleitoral, incluindo a possibilidade de retomar alianças nacionais, ainda depende da chancela final do Planalto.

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